"REPARTIR COM OS DEMAIS POVOS O QUE TEMOS RECEBIDO COM FARTURA É O QUE DEUS ESPERA DE CADA UM, ESPECIALMENTE SE CONSIDERARMOS QUE ELE NOS ABENÇOA PARA QUE OUTROS TAMBÉM SEJAM ABENÇOADOS POR MEIO DAS BÊNÇÃOS QUE TEMOS ALCANÇADOS."

domingo, 6 de setembro de 2020

CURIOSIDADE DA INDIA

 As vacas são sagradas na Índia


Isso você já deve ter ouvido falar. Que as vaquinhas andam livremente pelas ruas de todas as cidades indianas, sem ter o menor medo de acabar virando um bife no prato de alguém.

Os hindus consideram a vaca um símbolo sagrado da vida, e que como tal deve ser protegido e reverenciado. Elas são adoradas em toda Índia, inclusive suas fezes e urinas são utilizadas em alguns rituais. A figura bovina está associada a várias divindades, incluindo Shiva, um dos principais deuses do hinduísmo.

Nos Vedas, a mais antiga das escrituras hindus, a vaca é associada a Aditi, a mãe de todos os deuses. Ela é vista como uma figura materna, pois ela fornece o leite que sustenta a vida. Elas são muito amadas pelos indianos e elas sabem disso! Veja só a serenidade da bichinha deitada no meio da rua:

Curiosidades Índia
Olha ela aí!

Falando em Leite…

A Índia é o maior produtor de leite do mundo. O país produz em torno de 146.31 milhões de toneladas de leite em uma base anual.

Tudo isso por conta dos grandes números de gado criado no país, particularmente nos estados indianos de Haryana, Andhra Pradesh, Punjab, e Rajastão.

CONHECENDO UM DESAFIO CULTURAL DA ÍNDIA

COMO SÃO OS BANHEIROS NA ÍNDIA

Se você já planejou uma viagem para a Índia e já pesquisou hotéis pela internet, já deve ter notado pelas fotos que os banheiros na Índia têm um balde dentro. Também já deve ter ouvido diferentes histórias de viajantes que passaram aperto na hora de se aliviar por aqui.

Nós passamos dois meses viajando pela Índia e usamos todo tipo de banheiro, do comum e limpo àqueles que mais lembravam um cenário do filme Jogos Mortais. Nunca imaginei que esse dia chegaria, mas sim caro amigo: esse é um post sobre banheiros.


Como são os banheiros na Índia

Você já deve ter ouvido falar sobre como são os banheiros na Índia, não? Pois são os famosos banheiros turcos, ou squat toilets, em inglês.

Banheiro no aeroporto de New Delhi



São os famosos banheiros onde você faz suas necessidades de cócoras e não sentado, como nós ocidentais estamos acostumados. Até no aeroporto de New Delhi tem banheiros desse modelo. Eu já estou super acostumada a eles, confesso. Especialmente porque sou menina da roça e, bem, recorrer ao mato quando se mora no interior do interior é algo bem comum.

Mas calma, não se assuste. Não são todos os estabelecimentos que possuem somente este tipo de banheiro. No aeroporto, por exemplo, existem as duas opções. Mas é bom estar preparado, pois em algum momento de sua viagem pela Índia você vai fazer suas necessidades de cócoras. Veja aqui um passo-a-passo sobre como usar esse tipo de banheiro.

Como são os banheiros na Índia

A foto do banheiro acima foi tirada no aeroporto de New Delhi. Contudo nem todos os banheiros são limpinhos assim.

Para mostrar a vida como ela é, vou deixar abaixo outras fotos que tiramos em banheiros espalhados pelo país. Tem do mais ou menos até o mais terrível…hahaha. Olha:

Banheiro em uma parada na estrada na Caxemira



Banheiro em um centro de meditação budista.

 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

O POVO QUE VIVE EM FUNÇÃO DA MORTE

 NA ILHA DE SULAWESE NA INDONÉSIA

 

Os residentes em Toraja, Indonésia, tiram seus entes queridos falecidos dos túmulos uma vez por ano, para celebrar suas vidas. 

O festival é conhecido como ma'nene. 

Os mortos serão retirados de seus caixões, limpos e com roupas novas.  

Parentes de todo o mundo vêm para celebrar ma'nene, festejando, trocando histórias e homenageando o falecido. 

Comida, água e até cigarros são oferecidos aos mortos, pois se acredita que o espírito permanece próximo ao corpo e anseia por cuidado. 

P.S: Eles usam preservativos para reter corpos.







Residents in Toraja, Indonesia take their deceased loved ones out of graves once a year, to celebrate their lives. 

The festival is known as ma’nene. The dead will be taken out of their coffins, cleaned and given a new set of clothes. Relatives from far and wide come to celebrate ma’nene, feasting, swapping stories and honouring the deceased. 

Food, water and even cigarettes are offered to the dead, because it is believed the spirit remains near the body and craves care. 

P.S: They Use Preservatives to retain bodies.

 

sábado, 27 de junho de 2020

COMO É O PARTO NA CULTURA INDIGENA DA ETNIA MUNDURUKU


PARTO DAS ÍNDIAS: COMO AS MULHERES DA ETNIA MUNDURUKU DÃO À LUZ



O momento do parto é talvez um dos mais emblemáticos da civilização humana. Ao longo do tempo e nas mais variadas culturas uma vasta gama de crenças e rituais marcam a chegada de uma nova vida ao mundo. Longe das explicações científicas, muitas etnias indígenas ainda preservam nos dias atuais teorias bem particulares sobre a concepção, a gestação e o nascimento de um ser humano.
A pesquisadora Raquel Paiva Dias Scopel viveu a experiência de habitar na Terra Indígena Kwatá-Laranjal, Município de Borba, Amazonas e colher relatos de indígenas da etnia Munduruku sobre o tema. Sua tese “A cosmopolítica da gestação, parto e pós-parto: práticas de autoatenção e processo de medicalização entre os índios Munduruku”, foi apresentada na Universidade Federal de Santa Catarina para a obtenção do grau de doutora em Antropologia Social. 
Do extenso e profundo estudo destacam-se algumas características principais dessas crenças, resumidas a seguir.

MENSTRUAÇÃO

Na cultura Munduruku, o sangue menstrual é um forte atrativo para os “botos” (seres místicos que provocam doenças, infortúnios e até a morte). Durante o período da menstruação, as mulheres cumprem um resguardo que consiste em se banhar dentro de casa (em vez de ir ao rio, como os outros) e não ir até as fontes de água, como o rio e a cacimba, para evitar o risco de ter uma “gravidez de bicho” provocada pelo boto ou por animais, como cobra ou peixe (em que a concepção acontece em sonhos) e que levam ao aborto e óbito do bebê ou da mãe. 

CONCEPÇÃO E GESTAÇÃO

Eles acreditam que o bebê é formado a partir da junção do sêmen do pai ao sangue menstrual da mãe, por isso, evitam ter relações nesse período como método contraceptivo. (As mulheres também fazem uso de remédios caseiros para reduzir o fluxo menstrual e espaçar as gestações) Durante o período da gestação, enquanto as mulheres engordam e trabalham normalmente, é comum que alguns homens sofram o “abalo de criança”, que causa fraqueza, abatimento, prostração, perda de peso, enjoo e desejo. Isso porque creem que o bebê “puxa” as energias do pai, que é encorajado por todos a não se deixar entregar, mas faz com que muitos passem dias deitados nas redes. 
Além da participação efetiva de ambos os pais na concepção e no desenvolvimento para que o bebê cresça também é necessária a participação de Karusakaibu (citado nos mitos como criador dos Munduruku, dos animais de caça e dos artefatos culturais), aceito também com os nomes de Deus ou Jesus. Ele é responsável pela formação do corpo humano, com todos os órgãos internos e externos.


PARTO

Do ponto de vista dos Munduruku, as atividades exercidas pelos pais ao longo da gestação são responsáveis por facilitar ou dificultar o trabalho de parto. A mulher é aconselhada a não contar ao marido sobre o início do trabalho de parto, porque isso pode fazer com que seja mais doloroso e demorado. Só avisam quando as contrações estão fortes. 
O parto é um evento íntimo e familiar entre os Munduruku. Apesar de contar com a opção de parir em unidades hospitalares, do polo base de saúde Laranjal ou do Sistema Único de Saúde na cidade vizinha, Nova Olinda do Norte, muitas mulheres que vivem na Terra Indígena Kwatá-Laranjal preferem ter os filhos em casa, onde podem, inclusive, ter o apoio de médicos e técnicos de saúde do polo. 
As que preferem parir em casa contam principalmente com o apoio de uma mulher que tem o dom de “pegar barriga”. Essas figuras são geralmente parentes próximas, senhoras que já tiveram filhos, com experiências em parto, conhecimentos de ervas, chás, banhos e rezas. Por meio da apalpação da barriga conseguem saber se a gravidez é "de gente" ou "de bicho". Ela também sabe determinar o sexo da criança pela observação da consistência e dos movimentos do feto. Ao longo da gestação essa mulher faz o acompanhamento para verificar se o bebê está na posição certa para nascer. Se não estiver, pode ser encaminhada para o hospital. 
Além de “pegar barriga”, elas sabem como fechar a “mãe do corpo” depois do parto e colocá-lo no lugar, quando se desloca, por meio de massagens no ventre. A “mãe de corpo”, segundo o conhecimento munduruku, fica localizado abaixo do umbigo da mulher. Não é equivalente ao útero nem à placenta, mas é entendido como “a força da mulher” ou “a saúde da mulher”, segundo depoimentos colhidos pela pesquisadora. Quando "sai do lugar" pode causar mal-estar uma série de doenças. 
Durante a gestação e o parto a gestante é instruída por essa mulher a tomar banhos de ervas específicas para abreviar o trabalho de parto e diminuir a dor. 
A mulher tem liberdade de posições: de joelhos, com as mãos apoiadas na rede; parcialmente deitada ou sentada no chão, com alguém segurando pelas costas com os braços ao redor da parturiente; ou “sentada” em um banquinho (um banco de altura pequena, talvez, uns 10 cm do chão), usado especialmente para o parto, com alguém apoiando pelas costas, preferência entre as mulheres Munduruku. 
Quando o bebê nasce é amparado pela parteira, que também tem a função de preparar o local de parto, cortar o cordão umbilical e fazer o asseio da mulher no pós-parto. 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

MOCHILÃO NA INDIA 1 - TEMPLO DOS RATOS



Na minha mochilada pela INDIA decidi visitar um lugar extremamente exótico. Nojento para alguns e idolatrado por outros. Muito pouco explorado por mochileiros e viajantes. Estou falando do Templo dos Ratos na cidade de Deshnoke em Bikaner no estado do Rajastão.

MOCHILÃO NA INDIA (VARANASI) - CREMAÇÃO DE CORPOS E RIO GANGES