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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

MULHERES GIRAFA


Você sabia que Zoóide significa que tem aparência de animal ou de uma parte de um animal?

Geralmente, diz-se do ser vivo que tem forma de animal ou no qual predominam caracteres animais. Será que poderíamos chamar a mulher-girafa de zoóide?

As transformações operadas no corpo são manifestações culturais e refletem aquilo de mais original e peculiar de cada sociedade. São notáveis as transformações corporais a que se submetem as africanas de Congo, por exemplo.

Através de incrustações de objetos na cartilagem do nariz, no lóbulo da orelha e nos lábios, principalmente, elas distorcem radicalmente o formato original de suas feições criando furos gigantescos, esticamentos descomedidos.

Outro método muito comum é um tipo de queimadura que cria na pele uma textura repleta de erupções. Essas práticas africanas têm propósitos absolutamente culturais, com rituais significativos.

Outro exemplo eloqüente dessa manifestação cultural por intermédio do corpo é o praticado pelas “mulheres-girafa” de Gana, que aumentam o comprimento do pescoço com o uso de coleiras de metal...






Na Ásia, algumas mulheres também “tracionam” (deformam) todo o pescoço promovendo um alongamento de até 25 centímetros, que as tornou conhecidas como mulheres-girafas.

Da etnia kayan, tradicionalmente, envolvem seus pescoços em aros metálicos (formando uma espiral em forma de colar) colocados desde a infância.

Segundo o folclore de suas tribos, chegaram na zona central de Mianmar por volta de 2.000 anos, procedentes do deserto de Gobi – atual Mongólia.

Hoje, as últimas 12 aldeias dos kayan estão situadas no estado de Kayah, entre a capital Loikau e o lago de paisagens tranqüilas chamado Inle, famoso por seus pescadores que remam com o pé...

Já se conheciam mulheres-girafas na África, mas a origem desse hábito na Ásia tem várias interpretações lendárias:

– O colar teria sido uma punição para as mulheres adúlteras de antigamente;

– Uma proteção para as camponesas contra os tigres que as atacavam na garganta para beber seu sangue quando trabalhavam nos campos;

– Os homens teriam feito isso com suas mulheres para torná-las feias, evitando que fossem raptadas ou, ao contrário, ornamentavam-nas dessa maneira para mostrar sua riqueza e se fazer respeitar;

– O colar espantaria os nats – forças sobrenaturais para as quais os birmaneses animistas (que cultuam a natureza) e até mesmo budistas constróem altares embaixo de grandes árvores – os nats bons enviam boas vibrações do céu, enquanto os maus se intrometem nos assuntos terrenos;

– Também uma das explicações é que, para os padaungs, o centro da alma é o pescoço. Assim, para proteger a alma e a identidade da tribo, as mulheres protegem o pescoço com aros, entre cinco e 25, cada qual com 8,5 milímetros de diâmetro, antigamente de ouro e, hoje, de cobre ou latão.

Cartões-postais de Burma ou Birmânia mostram mulheres-girafa do grupo da etnia Padaung, em Tha Ton – atual Mianmar.

A explicação de qualquer uma dessas mulheres é simples. Elas dizem em dialeto padaung, o qual se traduz para o birmanês e depois para o inglês: “uso todos estes aros, assim como minha mãe, minha avó e minha bisavó usavam, simplesmente para ficar mais bonita”.

Mas é certo, também, que as mulheres-girafas permanecem nesta espécie de “suplício ancestral” porque o seu pescoço representa o seu “ganha-pão”, pois os turistas as fotografam em troca de alguns dólares... O que lhes significa, como elas mesmas dizem: “easy money” (dinheiro fácil).

Abaixo (do lado esquerdo da tela), mulheres-girafa da tribo Padoung – Mianmar. Do lado direito, foto de Karl Amman.

Ao contrário do que se pensa, a cabeça dessas mulheres não cai quando o colar é retirado, entretanto o pescoço continua rijo e se quebraria se a cabeça fosse virada (costumam tirar o colar para se lavar).

Além do pescoço, usam tais aros nos tornozelos e pulsos, afinando esses membros também. De estatura baixa, geralmente, elas têm apenas alguns dentes e os exibem em gengivas avermelhadas pelo bétele (planta empregada em tinturaria, cujas folhas são mascadas).

São alegres e de invejável vitalidade enquanto trabalham nos campos, colhem frutas, peneiram arroz, costuram e até ensaiam passos de dança.

Há uma aldeia chamada Mo-Pye (distante cerca de 7 horas do lago Inle), onde é possível assistir à uma simulação, um espetáculo no qual as mulheres-girafas se divertem em apresentar a tradicional cerimônia: a colocação do primeiro aro em suas jovens filhas, ocorrido sempre em época de lua cheia.

Só no pescoço, as mulheres-girafas chegam a carregar mais de 10 quilos de aros – junto com os anéis dos braços e tornozelos, o peso pode superar os 20 quilos.

Segundo estudiosos da Universidade de Chiang Mai, na Tailândia, não é o pescoço que cresce, mas os ombros que descem – a clavícula vai cedendo com o peso dos aros. Dessa maneira, quatro vértebras torácicas passam a integrar a estrutura do pescoço.

Detalhe: elas são chamadas de mulheres-girafas não só pelo tamanho do pescoço, mas também pelo andar característico, extremamente altivo, provocado pelo uso e pelo peso do colar.

5 comentários:

  1. eu acho q/ estas pessoas precisãos de conhecer jesus e ter uma ocupação espiritual

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  2. para cultura deles Jesus não existe, nunca existiu e nunca existirá

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  3. e é por isso que precisamos ir até eles e ganhá-los pra Cristo

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  4. vcs deveriam tomar parte da vida de vcs , e deixarem os outros povos e suas culturas em paz. Tudo para esses CRENTEZINHOS é errado, bando de ignorantes.

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  5. Hahaha, exatamente! O início da nossa civilização se deu pelo extermínio de índios pelo nome dessa religião de merda.

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