"REPARTIR COM OS DEMAIS POVOS O QUE TEMOS RECEBIDO COM FARTURA É O QUE DEUS ESPERA DE CADA UM, ESPECIALMENTE SE CONSIDERARMOS QUE ELE NOS ABENÇOA PARA QUE OUTROS TAMBÉM SEJAM ABENÇOADOS POR MEIO DAS BÊNÇÃOS QUE TEMOS ALCANÇADOS."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

POVOS NÔMADES NÃO ALCANÇADOS

FULANI

Os fulani (também chamados fula, peul, fulbe) É o maior povo nómade do mundo, sua origem é desconhecida. Vivem na África ocidental, a maioria no Sahel, onde, junto com os hausa, somam aproximadamente 30 milhões de pessoas. Também se encontram em:
Malí (1,6 milhões), Guiné (1,4 milhões), Camerún (1,1 milhões), Senegal (1 milhão),
Níger (950.000), Burkina Faso (550.000), Guiné-Bissau (210.000); e em número menor em Ghana, Mauritania, Sierra Leoa, Togo e Chade.
Falam idioma fula (fulfulde) e estiveram entre os primeiros grupos africanos que abraçaram o islamismo.
Origem
Propuseram-se muitas hipóteses a respeito da origem desta etnia. Devido às características físicas, além das manifestações artísticas, estamos falando de um povo eminentemente mestiço. Muitos têm considerado a hipótese de que os fulani procedem de fora do continente africano: Alguns lhes acham que é do sul do Cáucaso, outros, da zona do atual Yemen... No entanto, os fulani possuem uma língua classificada dentro do grupo linguístico Níger-Congo (ainda que outros lhes englobarían no grupo Afro-Asiático junto com línguas mais próximas a eles, como o haussa ou o bereber). Por conseguinte, muitos situariam suas origens nas orlas do Nilo; outros opinam que este povo é o resultado de uma mesclagem entre povos sudaneses e nómades do Saara. Outros se reafirmam novamente em sua teoria de que vêm de fora da África, argumentando que adotaram uma nova língua ao chegar às terras do Fouta djallon. Mesmo assim, nenhuma destas hipóteses chega a ser concludente. Ademais, esta etnia foi-se misturando com os povos que tinha a seu ao redor, o que dificulta mais ainda elaborar uma hipótese. Socialmente, para um africano ter um antepassado fulani costuma ser sinônimo de distinção e inclusive de prestígio.





Nômades em busca de um território

Populações urbanas em crescimento, nações poderosas, e tribos rivais, ameaçam a liberdade do mais numeroso povo nômade do mundo.
Nômades, orgulhosos, muçulmanos, pastores de gado, África Ocidental, são algumas palavras que definem um povo extremamente espalhado e complicado. Os fulanis são o maior grupo nômade do mundo, espalhados por dezenas de países da África centro-ocidental. Alguns são encontrados em países distantes como por exemplo Etiópia e Sudão. Um povo altivo, de pastores que se orgulha de manter o pulaaku. Pulaaku? Na sociedade asiática é o mesmo que perder a postura, aquilo que nós ocidentais chamamos de estoicismo. Um fulani perde o pulaaku quando demonstra sentir alegria, raiva,
forte emoção ou mesmo dor.Espalhados como estão, os fulanis precisam manter os vínculos tribais: O Fulfulde, uma família de línguas e dialetos similares, a atração pelo gado e uma identidade cultural comum.







Criadores, Fazendeiros e citadinos

A sociedade fulani se divide em três grandes grupos. Em primeiro lugar o fulani entende que os criadores nômades de gado são a classe mais nobre, preservando o tipo de vida tradicional. Durante séculos vagaram livremente pelas vastidões da África Ocidental.Hoje em dia as limitações das fronteiras ameaça acabar com esta liberdade ampla que possuem os fulanis, de se deslocarem livremente, em busca de melhores pastagens. Seu gado é valioso, e propriedade tributável para os governos da região, de modo que agora os fulanis se sentem impedidos de cruzar fronteiras com o gado. Este fato, somado a uma crescente população urbana e à maior necessidade de uso da terra para a agricultura, restringe cada vez mais a disponibilidade de terras para o gado.Em segundo lugar existem os fulanis que foram obrigados a se fixar, tentando sobreviver da agricultura. E em terceiro, os moradores das cidades. Somente nas cidades e nas grandes fazendas é que os fulanis são acessíveis aos missionários.






Laços Islâmicos

As três classes sociais fulanis identificam-se com o Islã, religião que herdaram dos mercadores muçulmanos do século catorze, e que consideram mais preciosa até do que o seu gado. Os fulanis urbanos são mais fiéis. Os criadores de gado são menos ortodoxos, misturando o Islã com superstições, feitiçaria e animismo.Os fulanis têm um forte orgulho cultural, e se consideram superiores aos demais povos com que mantêm contato. Freqüentemente entram em conflito com outros africanos. Na Nigéria uma grande concentração de fulanis assimilou a língua e os costumes Hausa locais, mas permanecem fervorosos militantes muçulmanos.Às vezes são forçados a aceitarem as crenças dos povos entre os quais habitam. Embora desprezem os povos que os acolhem, também são desprezados por estes. Mas através da fé comum do Islã encontram meios de resolver este conflito. Podem aderir à guerra santa (jihad) ou às peregrinações (hijra). As muitas guerras santas do século dezenove estabeleceram reinos fulanis nos atuais Guiné, Camarões e Nigéria. Atualmente poucos fulanis têm representação política. São tratados como estrangeiros. Estudiosos consideram que dentro de 20 anos os fulanis nômades serão coisa do passado. E então buscarão e conseguirão voz política mais ativa e permanente.





Cristianismo

Mateus 19.29: E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna. Este pode ser o texto-chave para a pequenina igreja fulani. Nos primeiros 30 anos de atividade missionária entre os fulanis, não houve nenhuma conversão. Agora existem uns poucos milhares, mas o preço a pagar é muito elevado. Eles são expulsos de suas famílias, têm seus e casas confiscados, mas alegremente seguem a Jesus. Um novo convertido disse que "a alegria do Senhor na minha vida é melhor do que a bênção do meu pai". A tradução da Bíblia é muito difícil. Alguns fulanis possuem a Bíblia ou porções que poderiam ser usadas para alcançar outros, porém devido à sua forte resistência às outras culturas, sua fidelidade ao Islã e à pequena disponibilidade de missionários, a imensa maioria não dispõe da Bíblia. Além disso, a violência da perseguição e morte aos novos convertidos, torna difícil o estabelecimento de igrejas.






Dados Estatísticos
Alfabetização:
Moderada à baixa.
Alimentação:
Arroz, milho, inhame, Sorgo, grãos. Alto consumo de vegetais, baixo de carnes.
Artes:
***
Estrutura Familiar:
Poligamia; casamentos entre parentes.
Fonte de Renda:
Culturas de sobrevivência (algodão, comércio de gado, laticínios).
Idioma:
Pulaar, Fulfulde
Igreja:
***
População:
De 14 a 18 milhões.
Recreação:
Folclore, cerimônias de Agricultura, festivais muçulmanos.
Religião:
Muçulmanos sunitas
Saúde:
Água de má qualidade, nutrição e higiene deficientes. Carência de veterinários.





3 comentários:

  1. muito legal seu blog! obg me ajudou muito para fazer um trabalho!obg!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  2. Olá !
    Muito interessante o texto. Eu moro na Guiné e aqui também tem essa divisão de etnias. Os Peuls (Fulas) como são chamados por aqui, tem fama de brigões e preconceituosos com os demais.
    O mais interessante para mim, é que sendo eu negra brasileira (na verdade, mestiça) por algumas vezes no mercado popular, as pessoas perguntam de onde sou, e se nao disser nada, passo como mais uma Fula... Muito engraçado. Adotei até um novo nome "Aissatou Diallo".
    Brincadeiras a parte, acho triste d+ essa separação de etnias. Acredito que por isso também ,é tão difícil deles, os guineanos se conscientizarem que são uma única nação ( com centenas de grupos étnicos) !

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  3. Fazemos isso para manter a lingua e a cultura

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