"REPARTIR COM OS DEMAIS POVOS O QUE TEMOS RECEBIDO COM FARTURA É O QUE DEUS ESPERA DE CADA UM, ESPECIALMENTE SE CONSIDERARMOS QUE ELE NOS ABENÇOA PARA QUE OUTROS TAMBÉM SEJAM ABENÇOADOS POR MEIO DAS BÊNÇÃOS QUE TEMOS ALCANÇADOS."

domingo, 21 de novembro de 2010

REMINICENCIAS - BALI UM PARAÍSO DOS DEUSES

Na ultima semana do mês de março de 2009 estávamos de volta a Ilha de Bali. Esta Ilha paradisíaca era nosso destino obrigatório quando saímos do Timor Leste com destino ao Brasil, um destino obrigatório que se transformava num imenso prazer, pelo fato de podermos desfrutar das facilidades e belezas deste paraíso do turismo sonhado por tantas pessoas em todo o mundo.













Escolhemos o restaurante pela apresentação do cardápio e movimento do estabelecimento. A Comida estava ótima. Pedimos alguns satays, um espetinhos de carne e frango que você passa em um molho de amendoim apimentado muito gostoso; um Red Snaper, um peixe local grelhado delicioso e suave que comemos na praia de Jimbaram na vez anterior; e um frango ao molho de leite de coco e condimentos, tudo isso acompanhado por uma porção de arroz. Tudo isso por cerca de 12 USD.
No dia seguinte pela manha, após tomarmos nosso cafe da manha, fomos até a praia em frente ao hotel dar uma olhada. A praia era a mesma que havia conhecido em nossa primeira visita à Bali. Voltamos ao Hotel pois tínhamos combinado com nosso motorista que chegou logo depois e nos apanhou no hotel, de onde seguimos em direção a Ubud..
Distante cerca de 30 km de Kuta e uns 50km de Benoa/Nusa Dua, Ubud poderia ser descrita como um local mágico, maravilhoso e acima de tudo um grande centro cultural, famoso principalmente pelo seu artesanato.
Pelo caminho passamos por um cortejo típico balinês, levando uma imagem sagrada e muitas oferendas para serem oferecidas aos deuses. Tudo isso acompanhado por pelo menos umas 150 pessoas carregando estas oferendas e diversos guarda-sois típicos de Bali. É muito interessante ver a devoção dos balineses pela religião, embora estejam no país de maior população muçulmana do mundo, os balineses em sua maioria são adeptos ao hinduísmo.
Em Bali principalmente na região de Ubud estima-se que cerca de metade da população (se não mais) sejam artistas, desta forma eles produzem vários tipos diferentes de artesanato a um preço bastante atrativo para os turistas. Além disso a arquitetura e paisagem local dão ao local uma atmosfera muito legal e uma sensação de bem-estar única.
A parte central de Ubud pode ser feita totalmente a pé para chegar lá e explorar seus arredores. Para quem que não tem um carro a disposição como a gente tinha, conseguir transporte não é muito difícil. Uma vez que você será abordado a cada poucos metros por pessoas oferecendo transporte, mas prepare-se a negociação é difícil, mas como sempre em Bali sempre jogue o seu preço lá em baixo, você nunca deve pagar mais que a metade do que eles pedem no início da transação.



Outra coisa que tem que se tomar bastante cuidado com as calçadas em Bali. Elas são na verdade tampas de valetas e muitas delas se encontram em péssimo estado de conservação. Ubud é geralmente mais silenciosa e calma do que as regiões mais urbanizadas do Bali como Kuta (embora, em qualquer lugar da Indonésia, “calma” é uma questão de opinião!). Embora o transito seja mais lento do que o centro de Kuta, a calçada é frequentemente bloqueada por motos e carros, fazendo voce ter que se deslocar e expondo você potencialmente ao tráfego de carros.

A rua principal estava com obras próximas ao Pasar Ubud, um mercado bem interessante que fomos conhecer que vende desde artesanato, como peças entalhadas em madeira, colchas em batik, até mesmo flores para banhos aromáticos, condimentos, comida entre outras coisas.

É interessante observar como em todo e qualquer local os balineses oferecem alimentos ou oferendas aos seus deuses. Em quase todos os locais podemos ver uns mini-templos onde as oferendas e as preces são endereçadas aos Deuses. Ficamos pela região até depois do meio dia, ainda compramos algumas peças de decoração para casa, e uma colcha queen size feita em Batik. Barganhar como sempre é fundamental o preço desta colcha começou em 50 dólares americanos, acabamos comprando por 20 e ganhando um sarong, uma espécie de canga de Bali. Mas se apertássemos um pouco mais levaríamos ainda mais barato.

Como Ubud já é mais da metade do caminho para o Vulcão Gunung Batur, um dos maiores de Bali decidimos ir lá almoçar em um Buffet de comida Indonésia com vista ao Vulcão. Pelo caminho paramos em algumas outras lojas de artesanato, uma delas uma graça, onde compramos várias coisas. É incrível como a apresentação da mercadoria é capaz de transformar o produto, esse lugar foi prova disso.

Uma das coisas que gostaria muito de comprar são os moveis de Bali, em sua grande maioria feitos de Teca, em especial as mesas feitas com pranchões dessa madeira, infelizmente não tem como levar na bagagem do avião. Mas se um dia morarmos na Indonésia certamente vou querer uma. Isso é se existirem arvores desse diâmetro até lá!

Passamos pelos terraços de Arroz, mas desta vez eles não estavam verdinhos, o terreno estava sendo preparado para o plantio assim como em vários outros campos de arroz ao redor da estrada. É interessante o modo como o arroz é plantado, ele é inicialmente semeado em uma área pequena depois as mudas são transplantadas manualmente em touceiras de 4 – 5 mudas, tudo isso feito a mão sem mecanização alguma.







Já estávamos quase chegando ao vulcão quando nosso carro fora parado pela polícia, estávamos quase dormindo nessa hora. Quando eu olhei retrovisor tive a impressão de ter visto nosso motorista dar dinheiro aos policiais. Nós perguntamos para ele se isso de fato tinha ocorrido e a resposta foi positiva. A policia indonésia simplesmente pára alguns carros para pedir dinheiro, não era um valor muito grande mas ainda sim algo bastante reprovável, nem no Brasil a polícia e tão descarada assim mais.

Finalmente chegamos ao Vulcão, o restaurante estava cheio e não conseguimos local sentado nas cabanas. Acabamos comendo no para peito com vista ao vulcão que era linda o único problema mesmo era o sol muito forte, mal conseguia abrir os olhos. Bem a comida estava gostosa mas nenhuma maravilha.

O Vulcão desta vez não estava expelindo gás ou vapor, a última vez que entrou em erupção foi cerca de 10 anos atrás, as marcas desta erupção são visíveis na vegetação e no relevo da encosta, infelizmente não chegamos a nos aproximar na área.
Pagamos nosso almoço e decidimos ir visitar o Mother Temple of Besakih na encosta no vulcão Gunung Agung, sendo o templo mais importante e sagrado de toda a ilha de Bali. Um complexo de 22 templos espalhados em 3 kilometros quadrados.


Foi incluído na lista de Património Mundial da UNESCO em 1995. Foi seriamente afetado por um terremoto em 1917 e escapou por pouco de uma série de erupções do Monte Agung em 1963, considerado na época como extinto, matou cerca de 1.700 pessoas, as correntes de lava não destruíram o templo por questão de metros. A não destruição do templo é considerado pelos balineses como um milagre, um sinal dos deuses demonstrando seu poder, em não destruir o monumento que seus fiéis haviam construído.

De acordo com a crença popular o desastre aconteceu por conta do erro dos líderes espirituais do templo que anteciparam em 16 anos a performance do Eka Dasa Rudra, uma cerimonia hindu de purificação espiritual que acontece a cada 100 anos e de acordo com manuscritos antigos esse ritual deveria ter sido feito em 1979 não em 1963.










Para entrar no templo paga-se desde o estacionamento até o ar que se respira lá dentro, enfim, como em quase todos os outros, é obrigatório o uso do Sarong, para se visitar o templo, detalhe este não tinha sarongs para emprestar/alugar, você teria que comprar o seu, os comerciantes locais sabendo disso tiram proveito e a barganha é pouco efetiva ou inexistente.





Na entrada do local e cobrado uma taxa, e se você quiser visitar o templo tem que pegar um guia local, se você não pegar o guia simplesmente fica impedido de visitar as áreas além do terraço de entrada, isso que o local é um (Patrimônio da Humanidade). Ficamos muito bravos com a atitude do povo local, que ainda pedia uma contribuição para conservação do templo e muitos turistas idiotas, principalmente europeus pagavam. Acabamos não visitando as partes “sagradas” do tal templo e depois de um certo tempo todos os templos são iguais…

O balinense não consegue explorar o turismo sem explorar o turista. É comum neste templo vermos policiais pedindo propina, mudamos um pouco nossa visão pacífica e Zen sobre turismo em Bali. Mas sabemos, ou melhor esperamos que isso sejam apenas casos isolados, pois o povo indonésio no geral é muito receptivo e atencioso para com os turistas.






Resolvemos voltar ao hotel para fazer um Spa. No caminho voltamos pela estrada ao Leste da Ilha, onde se encontram as praias de areias monasíticas de origem vulcânica. Decidimos parar numa delas para dar uma olhada.

Muito interessante reparar como a areia monasítica de origem de sedimentos vulcânicos é escura e brilhante ao sol. Esta área é pouco explorada pelo turismo, mas ainda assim tem grande potencial, oferecendo uma ótima vista para as ilhas de Lombok e Nusa Penida e um mar muito bonito, embora se a areia fosse clara o lugar certamente seria ainda mais bonito.

Outra coisa que salta à vista são os barcos pesqueiros, já que a região é uma vila de pescadores e seus barcos utilizam bambus nas laterais para atuarem como estabilizadores em dias de mar agitado.





Decidimos comprar um refrigerante num mercadinho local, bem não sei o que estava mais sujo, se era a lata ou o canudo, enfim pegamos e limpamos bem a lata e tomamos assim mesmo, as vezes temos que tentar não ser tão exigentes, afinal o povo ali está vivo e bem nutrido.

E impressionante a quantidade de cachorros que existem em Bali, eles estão em toda parte, inclusive na praia.

Voltamos ao hotel, com bastante trânsito no final da tarde, o Spa não tinha horários livres para o Sábado, ligamos para nosso motorista para ele nos pegar mais cedo, pois havíamos combinado de ele nos levar para jantar as 19:00 no Bali Collection. Enquanto o motorista não chegava fomos dar uma olhada na praia, a maré estava super baixa, era possível ir caminhando pela plataforma continental da ilha cerca de 200m a dentro da arrebentação durante a maré cheia.






O motorista nos deixou no Bali Collection e nós o liberamos e combinamos de ele nos pegar no dia seguinte por volta das 10:00. A entrada do Bali Collection, por ser um local quase que exclusivamente frequentado por turistas o esquema de segurança era forte, acabamos jantando no mesmo restaurante da vez anterior, acho que o gerente se lembrou da gente, alem do 10% não precisamos pagar taxas (Vantagem de ser Brasileiro na Ásia). A comida estava ótima, mas o que estava bom de verdade eram os sucos. Um deles chamado Nusa Dua, com Coco, Abacaxi e Limão, super refrescante. Depois do jantar ainda pegamos um sorvete e demos uma olhada nas lojas do lugar.





Engraçado que num local tão freqüentado por turistas com razoável padrão aquisitivo existam várias lojas piratas de marca. Isso sem que o governo tome qualquer medida para coibir isso, mesmo no aeroporto de Bali é possível se comprar roupas de marca falsificadas. Algumas delas até parecem ser de boa qualidade mas o ruim disso tudo é que você corre o risco de comprar gato por lebre, afinal num local com aquela estrutura fica difícil dizer muitas vezes se o produto é falso ou original.
Moral da história, nesses lugares é melhor comprar apenas artesanato mesmo, bem na verdade nesse local e bom olhar tudo, embora tenham peças mais exclusivas seus preços são proibitivos, eu gostei muito de uma peça entalhada em madeira, ela custava 120 USD, no mercado encontrei a mesma por 30 USD antes da barganha, infelizmente a cor da madeira era muito escura.







A noite estava super agradável, Lua Crescente e as estrelas no céu, na verdade demos bastante sorte o tempo estava excelente. No Domingo depois de tomar o Café no Hotel, seguimos em direção ao Sukawati Market em Gianyar ao leste da Ilha de Bali, um dos melhores lugares para fazer compras em Bali. Na realidade, a maioria dos itens que você comprar nas ruas de Tuban, Kuta, Legian ou oriundas de Seminyak podem ser compradas neste mercado. Pelo caminho passamos pela área onde são produzidos e comercializados artigos feitos em prata e ouro, muitos deles a um preço ótimo e design único, mas desta vez nem chegamos a parar.





Chegamos a área do mercado, por sorte conseguimos um lugar para estacionar bem em frente ao local, é impressionante a quantidade de motos no local, bem como as mini-oferendas espalhadas por todo local.

No piso térreo existem mais lojas de artigos entalhados em madeira e para decoração no segundo andar do mercado é um verdadeiro labirinto existe uma enorme variedade de, pinturas, tecidos, e peças para vestuário e cestaria, tudo tão apertado que por vezes, é difícil imaginar imaginar atravessar tudo aquilo, em caso de incêndio creio difícil uma evacuação rápida. Outros produtos para venda incluem Sarongs, cobertores, e praticamente toda parafernália usada nos cerimoniais locais.

A negociação é obrigatória e pode ser uma grande diversão ou um grande pesadelo, para se barganhar é preciso estar inspirado. A melhor época para visitar este vibrante mercado é definitivamente antes das 10, porque depois disso, o local enche, mas a vantagem que este mercado ao que me pareceu não e tão famoso entre os turistas como os de Ubud e Seminyak.

Alem deste mercado nas ruas adjacentes existem muitas barracas e lojas, todas com ótimas mercadorias com aproximadamente o mesmo preço que no interior do mercado. Onde pelo menos é possível andar.

Depois de entrar e vasculhar diversas lojinhas decidimos voltar ao nosso carro para irmos almoçar em Kuta, foi engraçado ver o cachorro dormindo no meio da rua do estacionamento do mercado com toda aquela muvuca ao seu redor e ele nem ai, um carro queria passar e ele não se mexia, pensei por um momento que o bicho estava morto.

No caminho para Kuta paramos um algumas lojas que vendem edredons feitos em batik e costurados a máquina.

Finalmente chegamos em Kuta, a praia mais famosa e badalada de Bali, nessa mesma praia no dia 12 de Outubro de 2002 aconteceu o ataque terrorista de Bali que matou 202 turistas.

Como estava na hora do almoço, resolvemos comer na Pizza Hut mesmo, e a conta deu muito barato menos de 12 USD. Depois disso caminhamos pelo local. Esta praia ao contrario de Patong Beach em Phuket era muito mais bonita, mas também muito movimentada.

Não é a toa que esta praia é considerada uma das maiores atrações turísticas da Indonésia, o mar realmente bonito, com ondas ótimas para surfistas, ali por sinal é possível se aprender a surfar com instrutores locais, ou mesmo e escolas especializadas de marcas de surf mundialmente famosas como Quicksilver, Billabong etc..

Entre a rua e a faixa de areia sob a sombra de alguns coqueiros e árvores, funciona um verdadeiro mercado, você pode comprar desde oculos piratas, camisetas, bebidas ate mesmo pagar para pegar um macaco no colo.

Os surfistas gostam bastante do local, já que a ondulação e razoável, e para quem não levou sua prancha de surf pode alugar uma facilmente no local e além disso tudo no final da tarde o sol se põe no mar deste lado da ilha, fazendo um lindo espetaculo de cores no céu.
O Aeroporto de Denpassar fica bem próximo ao local, então a toda hora e possível ver aviões pousando ou decolando, quando eles pousam parece que eles vão pousar na agua, já que grande parte da pista do aeroporto e um aterro feito sobre o mar.



Retornamos ao nosso hotel, deixamos nossas compras no quarto e fomos fazer uma caminhada pela praia, e incrível como a maré baixa rapidamente, a faixa de areia cresceu uns 15 metros entre o trajeto de ida e de volta. Nessa praia em Benoa é possível se praticar vários esportes aquáticos.
Tomamos um banho e fomos jantar novamente no Bali Collection, trocamos nossos dólares americanos por rupias indonésias, para pagarmos as taxas do aeroporto, demos uma última volta pelo local , aproveitei para tirar diversas fotos dos artesanatos balineses.
Infelizmente todos super faturados, mas alguns deles são peças mais exclusivas, ou que pelo menos não chegamos a encontrar em outro local em Bali.

No dia seguinte acordamos cedinho, arrumamos nossas malas e tomamos nosso café, fizemos o Check-out o motorista no ultimo dia era diferente e estava nos esperando na hora combinada.
A fila do Check-inn estava enorme, demorou quase meia hora para podermos despachar a bagagem, pedimos para colocar uma identificação de frágil na bagagem com algumas coisas que compramos e o cara encheu a mala com uma fita vermelha de frágil.
Pagamos a taxa do aeroporto e entramos na área do Check-inn, nosso vôo acabou acontecendo pontualmente como estava previsto.



Como o tempo estava claro foi legal ver a ilha de Bali por cima, desde as praias, templo ate os vulcões. Mas o interessante mesmo foi ao sobrevoar a Ilha de Java, onde se encontram um dos vulcões mais ativos do mundo foi poder ver eles de cima, entre eles o Monte Merapi, ou outro vulcão que não sei exatamente o nome, estava bem próximo de nossa rota e foi possível ver seu lago vulcânico expelindo gases, a cor do lago um azul-turquesa saltava aos olhos, mas a coloração também nas margens era amarelada, devido a presença de enxofre, muito interessante.
Como o tempo estava quase sem nuvens era possível ver uma fileira de vulcões no horizonte, já que a ilha de Java e ponto de contato entre duas placas a Australiana e a do Ásia, no que se chama de círculo de fogo do pacífico.


2 comentários:

  1. Nice to see some of my photos from Bali copied by you from www.trekearth.com site and posted here in your blog. I'm glad you liked them ;)

    Cheers
    marina7

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  2. Excellent blog post. I certainly love this site.
    Continue the good work!

    Here is my web-site ... Indonesia Hotels

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