"REPARTIR COM OS DEMAIS POVOS O QUE TEMOS RECEBIDO COM FARTURA É O QUE DEUS ESPERA DE CADA UM, ESPECIALMENTE SE CONSIDERARMOS QUE ELE NOS ABENÇOA PARA QUE OUTROS TAMBÉM SEJAM ABENÇOADOS POR MEIO DAS BÊNÇÃOS QUE TEMOS ALCANÇADOS."

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CRISTIANISMO DE ALTO RISCO JÁ NA IDADE MÉDIA

A EVANGELIZAÇÃO CRISTÃ NA IDADE MÉDIA

"Jesus ama você. Ele deu a vida por você. Agora, se você não acreditar no que dizem seus seguidores, ele lançará você no inferno para ser queimado eternamente, e seu sofrimento não terá fim". Essa foi a mensagem cristã primitiva, um amor divino um tanto estranho. Mas o pior estava por vir: "Jesus deu a vida por sua causa. Agora, se você duvidar do que estamos dizemos, nós queimamos você vivo".

"Imagine-se perante um tribunal religioso que deseja forçá-lo a crer naquilo que a religião desse tribunal ensina. Você não sabe quem o acusa nem do que é acusado. Em vez de lhe dizerem qual é, você é obrigado a fornecer a razão de sua prisão, a explicar qual, na sua opinião, é a acusação contra você e apontar o acusador.

Cuidado com a sua resposta - talvez confesse algo de que não foi acusado e piore a sua situação! Poderá também comprometer pessoas que nada têm a ver com as acusações levantadas contra você.

Se não confessar, poderá ser torturado por ter de engolir à força uma enorme quantidade de água. Ou talvez lhe amarrem os braços e as pernas cada vez mais apertado numa banca de tortura até que a dor seja excruciante. Os seus bens já foram confiscados pelo tribunal e, com muita probabilidade, jamais os recuperará. Tudo é feito em secreto. Se for declarado culpado, poderá ser exilado de seu país, ou até mesmo queimado vivo.

Neste século 20, talvez ache difícil compreender um procedimento religioso tão horrível assim. Mas, vários séculos atrás, tais atrocidades ocorreram no México.

A "CONVERSÃO" DA POPULAÇÃO NATIVA

Quando a terra que agora é o México foi conquistada pelos espanhóis no século 16, houve também uma conquista religiosa. A conversão religiosa dos povos nativos não foi muito mais do que uma substituição de tradições e ritos, pois poucos sacerdotes católicos se dispunham a ensinar a Bíblia. Pouco se importavam em aprender o idioma dos nativos ou em ensinar-lhes latim, a língua em que a doutrina religiosa estava disponível.

Alguns achavam que os índios deviam receber instrução religiosa completa. Outros, porém, eram da mesma opinião que o Frei Domingos de Betanzos, que, segundo Richard E. Greenleaf em seu livro Zumárraga and the Mexican Inquisition (Zumárraga e a Inquisição Mexicana), 'cria que se devia negar ao índio a instrução em latim, pois esta o levaria a ver como era grande a ignorância do clero'.

INQUISIÇÃO CONTRA OS NATIVOS

Quando os mexicanos natos não aceitavam a nova religião, eram encarados como idólatras e sofriam severa perseguição. Por exemplo, um deles recebeu publicamente cem chabatadas por ter adorado seus ídolos pagãos, que havia enterrado debaixo de um ídolo da cristandade num ato simulado de adoração 'cristã'.

Por outro lado, Don Carlos Ometochtzin, chefe tribal de Texcoco e neto do rei dos astecas, Netzahualcoyotl, atacou verbalmente a Igreja. Greenleaf diz que 'Don Carlos havia ofendido a Igreja especialmente por ter pregado aos nativos a respeito da libertinagem dos frades'.

Ao saber disso, o então inquisidor, frade Juan de Zumárraga, mandou prender Don Carlos. Acusado de 'herege dogmatizante', Don Carlos foi queimado na estaca em 30 de novembro de 1539. Muitos outros nativos foram punidos, acusados de feitiçaria.

INQUISIÇÃO CONTRA ESTRANGEIROS

Estrangeiros residentes no México que não aceitavam a religião católica eram acusados de hereges, luteranos ou judaizantes. Exemplo disso foi a família portuguesa Carvajal. Acusados de praticar a religião judiaca, quase todos os seus integrantes foram torturados pela Inquisição. A seguinte sentença pronunciada contra um membro dessa família reflete o horror: 'A dita Doña Mariana de Carvajal condeno ao ... garrote [instrumento de estrangulamento] até que morra naturalmente, e então que seja queimada em fogo vivo até virar cinzas e que dela nem mesmo a recordação permaneça.'

Sempre que um estrangeiro ameaçava o poder do clero, ele era levado a julgamento. Um homem chamado Don Guillén Lombardo de Guzman foi acusado de querer libertar o México. Contudo, a acusação do Santo Ofício para a sua prisão e julgamento foi ser astrólogo e herege sectário de Calvino. Ele ficou demente na prisão. Acabou sendo queimado vivo na estaca, em 6 de novembro de 1659.

O livro Inquisition and Crimes, de Don Artemio de Valle-Arizpe, descreve a ocasião: 'Eles amarraram os condenados, prendendo-os à estaca com uma argola de ferro no pescoço.... As santas fogueiras da fé começaram a arder num redemoinho vermelho e preto. Don Guillén ... subitamente se deixou cair e a argola que o prendia pelo pescoço o estrangulou, seu corpo desaparecendo em seguida no horripilante esplendor das chamas. Ele deixou esta vida depois de dezessete anos de lento e contínuo sofrimento nas sombrias prisões do Santo Ofício. As fogueiras se apagavam pouco a pouco, desaparecendo a convulsão de suas chamas de carregado escarlate, e, ao se extinguirem, restava apenas uma pilha de brasas incandescentes brilhando na noite.'

INSTITUIDO O "SANTO OFICIO"

Como já mencionado, muitos mexicanos natos e estrangeiros residentes foram punidos, e alguns foram mortos por criticar ou por não aceitar a nova religião. Isto deu origem a uma inquisição criada pelos frades e, mais tarde, pelos bispos. Contudo, o primeiro Inquisidor Geral no México, Don Pedro Moya de Contreras, veio da Espanha, em 1571, para instituir oficialmente o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição no México. Este tribunal parou de funcionar em 1820. Assim, a partir de 1539, houve uns trezentos anos de molestamento, tortura e morte para quem não partilhasse as crenças católicas.

A pessoa acusada era torturada até confessar. O tribunal esperava que ela abandonasse suas práticas anticatólicas e aceitasse as crenças da Igreja. O acusado seria libertado apenas se provasse a sua inocência, se a sua culpa não pudesse ser provada, ou, então, se confessasse e se arrependesse. Neste último caso, a sua declaração de que abjurava seus erros e que prometia corrigir o que havia feito era lida publicamente. Em todos os casos, ele perdia os seus bens e tinha de pagar uma pesada multa. Se fosse declarado culpado, era entregue às autoridades seculares para ser punido. O fim disso em geral era ser queimado na estaca, vivo, ou então momentos depois de ser morto.

Para a execução pública das sentenças, realizava-se um pomposo auto-de-fé. Fazia-se uma proclamação pública em toda a cidade para informar a todos do dia e do local da concentração. nesse dia os condenados saíam das prisões do Tribunal do Santo Ofício trajando um sambenito (tipo de manto sem mangas), com uma vela nas mãos, uma corda no pescoço e uma coroza (chapéu em forma de cone) na cabeça. Depois da leitura dos crimes contra a fé católica, a punição decidida contra cada vítima era executada.

Dessa maneira muitos foram condenados e punidos em nome da religião. A crueldade e a intolerância do clero eram evidentes às multidões que observavam as vítimas morrer na estaca.

CLARA OPOSIÇÃO AO CRISTIANISMO

Cristo Jesus incumbiu seus discípulos de converter pessoas para o cristianismo verdadeiro. Ele ordenou: "Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei." - Mateus 28: 19, 20.

Contudo, Jesus nunca mencionou que as pessoas deviam ser convertidas à força. Em vez disso, Jesus disse: 'Onde quer que alguém não vos acolher ou não escutar as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés.' (Mateus 10: 14) O julgamento final dessas pessoas fica a cargo do Deus Todo-Poderoso, Jeová, sem intervenção física de cristãos.

Obviamente, pois, onde quer que se tenha realizado uma Inquisição no mundo, esta foi feita em clara oposição aos princípios cristãos.

O clima de tolerância religiosa agora existente no México permite liberdade às pessoas na sua maneira de adorar a Deus. Mas os séculos da chamada Santa Inquisição permanecem como página funesta na história da Igreja Católica mexicana." (Despertai!, 8 de outubro de 1994).

A história acima sempre se repete cada vez que uma religião adquire o poder político. Enquanto a igreja não tem poder, ela ameaça os não crentes com o inferno infinito depois da morte. Quando ela assume o poder, ela pune com a morte quem não aceitar seus dogmas. Excetuando as lendas, jamais se viu um deus punir alguém. Mas aqueles que creem eu algum deus são capazes das piores atrocidades em seu nome contra quem não acreditar.

Milhares e milhares de cristãos foram torturados até a morte por causa de sua fé em Jesus Cristo.
Será que os cristãos de hoje correm o risco de serem torturados e mortos por sua fé em Jesus?
Quem seria o maior inimigo dos verdadeiros cristãos?
Seriam os falsos cristãos?
Seriam os não cristãos?
Seriam pessoas sem religião ou seriam pessoas de religião?
O cenário atual mostra através dos sinais dos tempos quem serão os matadores de cristãos dos últimos tempos, pois eles já começaram a perseguição cruel e perversa de difamação dos servos de Jesus Cristo.

COZIDO ATÉ A MORTE


Esta horrível forma de execução era levada a cabo com a ajuda de um enorme caldeirão que poderia estar cheio de água, azeite ou mesmo sebo.

A vítima seria então introduzida no caldeirão que seria depois aquecido com a ajuda de uma enorme fogueira.

Um método alternativo seria a utilização de um recipiente mais raso e menos profundo que o caldeirão. Estando a vítima parcialmente imersa, esta seria literalmente frita em lume brando até à morte.

COMIDA FORÇADA


Esta forma de tortura como o próprio nome indica consistia simplesmente em forçar alguém a comer contra a sua vontade.

Normalmente é aplicada em prisioneiros que se encontram em greve de fome, mas também há registos de ter sido usada como método de tortura principalmente em campos de trabalho forçado na China, na Ex-URSS e mais recentemente em Guantanamo e na prisão de Abu Ghraib no Iraque. As forças norte-americanas neste país são acusadas de forçar os prisioneiros islâmicos a comer carne de porco e beber vinho, o que vai contra a sua religião.

Na tortura eram utilizados tubos (quase sempre não esterilizados) que eram forçados pela boca e nariz da vítima directamente até ao estômago. Houve mesmo casos em que os tubos penetraram os pulmões, provocando graves lesões, o que demonstra o desconhecimento e brutalidade dos carrascos.

No verão de 2003 prisioneiros do campo de trabalhos forçados de Gaoyang, na China, pertencentes aos Falun Gong foram forçados a ingerir urina e excrementos humanos, naquilo que foi encarado pelas autoridades chinesas como uma inovadora forma de tortura, tendo sido enviados a esse campo pessoal de outros campos para “aprenderem” a técnica.

A ingestão forçada de alimentos ou de outras substâncias como água a ferver, detergente ou excrementos para além de causar vómitos, convulsões várias lesões internas, é uma forma de tortura usada actualmente e que culmina muitas vezes na morte da vítima.

MORTE NA FOGUEIRA



A execução na fogueira tem uma longa história como forma de punir a traição ao rei, heresia e casos de bruxaria principalmente nos tempos da Inquisição. Na idade média era comum serem executados na fogueira vários condenados simultaneamente. Actualmente ainda se regista a prática deste método de execução em países como a Índia e o Quénia bem como no continente africano.

No caso de a fogueira ser suficientemente grande, a causa da morte ao contrário do que se possa pensar, não é o fogo em si mas sim a inspiração do monóxido de carbono que é venenoso para o ser humano. Nesta situação a vítima já estaria inconsciente quando as chamas atingissem o corpo.

Porém no caso de ser uma fogueira pequena, a vítima manter-se-ia consciente e em grande agonia durante vários minutos enquanto era progressivamente queimada, até que por fim morreria devido à perda de sangue ou a ataque cardíaco.

Tipicamente a vítima era amarrada a um poste de madeira e à sua volta eram colocadas tábuas e troncos os quais serviam de combustível para a fogueira, por vezes e para tornar menos dolorosa a execução a vítima tinha em certas partes do corpo fachos de madeira de modo a “antecipar” a morte.

Nalgumas execuções nos países nórdicos as vítimas eram amarradas juntamente com pequenas porções de pólvora o que tornava a queimada uma autêntica sessão pirotécnica. A pólvora se estivesse localizada perto da cabeça serviria no entanto para “humanizar” a execução uma vez que a vítima morreria rapidamente devido à explosão quando o fogo a atingisse.

TORTURA PELA ÁGUA - SÉCULO XIX



ESTA TORTURA É UMA VARIANTE DA LIMPEZA DA ALMA NA FIGURA ABAIXO.


Nos países católicos na idade média, existia a crença que a alma dos hereges e das bruxas estava corrompida e possuida pelo diabo. Optava-se então pela limpeza da alma antes do castigo (que seria a morte).

A vítima seria amarrada a um banco ou mesa, e um funil ou algo semelhante seria introduzido na sua boca sendo então obrigada a ingerir vários líquidos a ferver: água a escaldar, fachos escaldantes, até mesmo sabão.



A tortura pela água, era a consequência que um suspeito sofria caso não confessasse num interrogatório. Ele seria obrigado a ingerir grandes quantidades de água até o seu estômago atingir enormes proporções, causando grande agonia, até confessar, ou então eventualmente até a água atingir os pulmões acabando por o afogar.

A RODA



Neste mecanismo a vítima era firmemente amarrada à roda pelas mãos e pés. O carrasco em seguida utilizava uma barra, normalmente de ferro, ou um enorme martelo para lenta e metodicamente esmagar os ossos dos braços e pernas do condenado. Ele tinha o especial cuidado de não desferir golpes mortais.

A perícia do executor era avaliada da seguinte forma: se os golpes quebrassem os ossos e não rasgassem a pele ele seria aplaudido pela multidão. A ideia era que não existissem fracturas expostas nem sangue.

Quando os ossos da vítima estivessem todos quebrados, os seus membros seriam literalmente enrolados nas extremidades da roda, um pouco como um pretzel. A roda seria então elevada horizontalmente e colocada numa estaca onde a vítima agonizante, esperaria uma morte lenta.

A CEGONHA (OU A FILHA DO VARREDOR)


Este instrumento não se destinava a causar dor directamente embora esta fosse uma consequência própria da sua aplicação. A cegonha consistia numa espécie de algema que unia as mãos e os pés do torturado, impedindo-o assim de fazer qualquer tipo de movimento.

Ainda que pareça um meio de imobilização e não de tortura, a cegonha provoca após alguns minutos, fortes dores nos músculos e cãimbras que com o passar do tempo se transformam numa dor contínua e atroz. Nesta situação a vítima, pode ser maltratada e torturada ao bel prazer dos inquisidores.

MESA DE ESVENTRAMENTO

Este terrível suplício era feito numa mesa sobre a qual havia uma roldana e um sistema de cordas e pequenos ganchos. O carrasco abria o ventre da vítima, que se encontrava amarrada sobre a tábua de maneira a não poder debater-se, em seguida introduzia os ganchos na abertura prendendo-os firmemente às entranhas do condenado.

Ao manipular a roldana, as entranhas da vítima eram lentamente puxadas para fora, com ela ainda viva. Esta agonia podia prolongar-se por horas e até dias. Quanto mais tempo demorasse a morte, ou seja, quanto mais o condenado sofresse, maior seria considerada a perícia do verdugo.

ESMAGA CABEÇA



Este instrumento tipicamente medieval consistia num capacete e numa barra onde se apoiava o queixo da vítima. Seguidamente utilizava-se um parafuso que ia apertando o capacete comprimindo assim a cabeça na vertical.

O resultado era terrífico: os alvéolos dentários eram destruídos, depois as mandíbulas e caso a tortura não cessasse, os olhos saltavam das órbitas e o cérebro sairia pelo crânio despedaçado.

BREAST TORTURE (TORTURA DOS PEITOS)


Nos tempos da Inquisição, as mulheres acusadas de bruxaria sofriam por vezes a chamada tortura dos peitos. Esta tortura consistia em pressionar os peitos das suspeitas, utilizando-se para o efeito duas tábuas que frequentemente estavam cobertas de espetos, provocando grande agonia na vítima.

THE BREAST RIPPER (O DESPEDAÇADOR DE PEITOS)


Este cruel instrumento de tortura era frequentemente utilizado em mulheres acusadas de heresia ou adultério. Como o seu nome indica, ele era usado para rasgar lentamente os peitos das vítimas até ficarem irreconhecíveis.

Por vezes os quatro ganchos eram usados em brasa para aumentar a dor inflingida.

O STRAPPADO



O Strappado também conhecido como pêndulo era uma das formas mais fáceis e logo mais usadas de tortura na Idade Média. Tudo o que era necessário era uma corda e uma viga robusta.

Os pulsos da vítima eram amarrados atrás das costas e a corda passada por cima da viga. Ela era então repetidamente içada e largada causando grande dor, processo este que terminaria na deslocação dos ombros.

Acredita-se que Maquiavel foi sujeito a este tipo de tortura aquando da sua prisão em 1513.

EMPALAMENTO


Este é sem dúvida uns dos mais revoltantes castigos jamais idealizados pelo homem. Consistia em espetar uma estaca afiada no corpo da vítima. A penetração podia ser pelos lados, pelo recto, ou até pela boca. A estaca normalmente seria plantada no chão, deixando a vítima em agonia suspensa à espera da morte.
Em algumas formas de empalamento, a estaca seria inserida a fim de evitar morte imediata, e seria inserida de forma a prevenir a perda de sangue, estendendo a agonia da vítima durante longas horas quando não dias. Um meio de alcançar esta morte gradual seria inserir a estaca pelo ânus no corpo da vítima deixando-a perfurar lentamente e procurando evitar o coração prolongando assim o sofrimento.

Este tipo de tortura foi vastamente utilizada por diversas civilizações no mundo inteiro, sobretudo na arábia e europa. Os assírios da antiguidade, conhecidos por inventarem diversos métodos de tortura dos mais cruéis, séculos antes de Cristo, empalavam os inimigos derrotados em guerras e civis que cometiam certos crimes. Diz a lenda que Assurbanípal, monarca assírio das antiguidades, gostava de assistir a sessões de empalamento enquanto fazia as refeições.


AS BOTAS


As botas eram um instrumento de tortura e interrogatório concebido para esmagar os pés e as pernas. Assumiram muitas formas em vários lugares ao longo dos tempos. Variedades comuns incluem a bota espanhola e a bota malaia. As vítimas quando não eram executadas em seguida ficavam com sequelas para toda a vida.
Consistiam em cunhas que assentavam as pernas dos tornozelos aos joelhos. O torturador usava um pesado martelo para bater as cunhas, apertando-as cada vez mais. Em cada pancada, o inquisidor repetia a pergunta. As cunhas dilaceravam a carne e esmagavam os osso, às vezes tão completamente que era impossível para a vítima voltar a andar, ficando com as pernas completamente desfeitas.

Uma variante desta forma de tortura é a chamada “Bota espanhola”, então usada na Inquisição naquele país. Era um invólucro de ferro para as perna e pés. Um parafuso ou manivela seria usado para o comprimir cada vez mais.

A bota espanhola era ainda frequentemente aquecida antes ou durante a sua aplicação, aumentando consideravelmente o sofrimento imposto à vítima.

LIMPEZA DA ALMA (TORTURA PELA ÁGUA)




Nos países católicos na idade média, existia a crença que a alma dos hereges e das bruxas estava corrompida e possuida pelo diabo. Optava-se então pela limpeza da alma antes do castigo (que seria a morte).

A vítima seria amarrada a um banco ou mesa, e um funil ou algo semelhante seria introduzido na sua boca sendo então obrigada a ingerir vários líquidos a ferver: água a escaldar, fachos escaldantes, até mesmo sabão.

A tortura pela água, era a consequência que um suspeito sofria caso não confessasse num interrogatório. Ele seria obrigado a ingerir grandes quantidades de água até o seu estômago atingir enormes proporções, causando grande agonia, até confessar, ou então eventualmente até a água atingir os pulmões acabando por o afogar.

O BANCO DA TORTURA

Nenhuma câmara de tortura estaria completa sem este instrumento. Conhecido por vários nomes: os romanos chamavam “equuleus” (cavalo jovem); os franceses de “Banc de Tortura”, os espanhóis “escalera” (escada), Alemanha tratava-o como “Folter” (armação) ou “Liesel de Schlimme” (Eliza temeroso), os italianos nomearam-no “La Veglia” e o apelido britânico era “o Duque de Filha do Exeter”. Qualquer que fosse o nome, era um artifício temível que quebrou incontáveis prisioneiros.

A ideia básica da prateleira pode ter tido origem na lenda grega do gigante bandido Procrustes . Segundo a lenda ele tinha uma cama de ferro do tamanho exacto de cada convidado. Depois de atrair os incautos viajantes, ele os deitaria na cama e esticavá-os até que coubessem.

Isto era um meio popular muito simples de conseguir uma confissão. A vítima era amarrada através de uma tábua pelos seus tornozelos e pulsos. Os cilindros nos topos da tábua seriam então rodados puxando o corpo em direções opostas o que resultava em graves, e muitas vezes irreversíveis lesões nas rótulas e ossos.

O CINTO DE CASTIDADE




A utilização do cinto de castidade remonta ao ano de 1400, quando aparece em Itália sob Francesco II de Carrara. Foi principalmente usado em Itália, mas depressa se espalha por toda a Europa, Portugal incluído.

Sempre existiram interpretações diferentes sobre o seu possível uso. Alguns historiadores declaram mesmo que o cinto de castidade não era um instrumento que tinha por objectivo inflingir sofrimento, antes pelo contrário, seria um artifício destinado a prevenir as mulheres, por exemplo quando seu marido estava ausente durante muito tempo, (situação muito frequente na época dos Descobrimentos) do possível risco de violação.

Como alguns cintos de castidade eram feitos de materiais preciosos (prata por exemplo), alguns historiadores afirmam que eles seriam dados a mulheres como para um presente dos seus maridos ou amantes para encorajá-las a serem fíeis.

A FORQUILHA DOS HEREGES





Este instrumento era composto de dois pequenos garfos , um oposto ao outro e as pontas tocando na carne, uma sob o queixo e a outra sobre o peito.

Um colarinho pequeno apoiava o instrumento prevenindo assim qualquer movimento da vítima. Os garfos estavam colocados de forma a não penetrar em pontos vitais, prolongando assim o sofrimento da vítima antes da morte.

Obviamente, as mãos da vítima estariam amarradas atrás das costas, impedindo assim qualquer tentativa de resistência.

Bastante usado nos tempos da Inquisição para incitar a confissão real ou imaginária de heresias, a forquilha sempre inspirou medo entre as suas vítimas.

A MASCARA DA INFÂMIA

A máscara de infâmia proporciona simultaneamente dois diferentes tormentos: um espiritual e um físico. As vítimas eram ao mesmo tempo vítimas de humilhação pública e fisicamente torturadas.

As máscaras por vezes tinham artifícios interiores, tal como uma bola, ou lâmina que era forçada no nariz ou na boca da vítima, impedindo-a assim de gritar ou chorar. Se a vítima tentasse gritar os protestar a sua língua seria dilacerada pelas lâminas e espetos da máscara.

A máscara com orelhas longas representava uma pessoa ridícula, enquanto o com uma máscara com focinho de porco simbolizava o animal que considerava bastante sujo.

A PATA DO GATO


Este instrumento muito parecido com uma pata de gato de garras afiadas e muito longas foi brutalmente utilizado para rasgar a carne da vítima em farrapos.

Por causa da dimensão das garras, músculos e ossos não eram obstáculo nesta bárbara tortura. A pata do gato era naturalmente usada com as vítimas amarradas nas mãos e nos pés.

CADEIRA INQUISICIONAL





Todas tinham uma característica em comum: eram cobertas de espetos afiados no assento, nas costas, nos braços, nas pernas e nos pés. Era um instrumento básico no arsenal dos inquisidores.
É fácil de compreender o efeito das pontas perfurando o corpo da vítima, sendo que esta estava imobilizada por um sistema de barra de parafuso que a impedia de se mexer fazendo com que os espetos penetrassem mais profundamente.

O assento frequentemente feito de ferro podia ser aquecido. Estas inovações foram usadas na Alemanha até ao século XIX, em Itália e em Espanha até o fim do século XVIII, em França e noutros países europeus centrais, de acordo com certas fontes até ao fim do século XIX também.

A força deste instrumento reside principalmente no terror psicológico que causa e a ameaça que a tortura piorará crescentemente, adopta um modelo onde a dor começa “fácil” e então piora progressivamente. A ideia é que o Inquisidor pode interrompê-lo a qualquer momento, mediante a avaliação visual dos ferimentos infligidos.

A PÊRA





O seu nome provém da sua forma. Este instrumento tem um mecanismo de parafuso que progressivamente se vai expandido até à abertura máxima dos dois ou três elementos de que é feito.

A pêra era então forçada na boca ou recto das vítimas masculinas e na vagina das vítimas femininas. A pêra rectal, vaginal ou oral foi infligida nas pessoas suspeitas de sodomia, em mulheres suspeitas de adultério e nas pessoas suspeitas de incesto ou “união sexual com Satã”, era também foi infligida em pregadores heréticos ou blasfemos.

Esta tortura tem implícita em si a ideia de infligir o castigo que era oposto ao tipo de crime que a pessoa tinha cometido.

Os usos diferentes da pêra oral, anal ou vaginal normalmente eram determinados pelo suposto crime. Um acusado de praticar actos homossexuais seria torturado analmente. Uma bruxa ou um blasfemo receberia a pêra oral.

De acordo com o livro “Torture Instruments: From the Middle Ages to the Industrial Era” a pêra tinha os seguintes efeitos:

São forçados na boca, recto ou vagina da vítima e aí aberta por força do parafuso até à abertura máxima dos segmentos. O interior da cavidade em questão é irremediavelmente mutilado, quase sempre fatalmente. Os dentes pontiagudos no final dos segmentos servem para melhor rasgar a garganta, os intestinos ou o útero.

O GARROTE







Este mecanismo foi melhorado em Espanha onde se tornou um instrumento oficial de pena de morte e permaneceu em uso até 1975, quando a última pessoa executada foi um jovem estudante que veio mais tarde a ser declarado inocente.

Este instrumento tem origens muito antigas. Originalmente foi feito com um enorme barrote enterrado no chão e uma corda amarrada que servia para virar o pescoço da vítima.

Este tipo de tortura foi usado no mundo inteiro. A versão espanhola foi aperfeiçoada para este instrumento ser utilizado para execução. Teve um colarinho de ferro que possuia um ferro que penetrava as vértebras cervicais de maneira à vitíma morrer ou por asfixia ou devido a ter a espinha dorsal esmagada.

O SERROTE



Este instrumento foi utilizado um pouco por toda a Europa na Idade Média. O serrote serviu para punir os mais variados crimes ( bruxaria, desobediência militar, rebelião, homossexualidade,…) provavelmente porque seria encontrado facilmente e garantia uma execução rápida.

Como podemos ver nas gravuras da época, a vítima era atada pelos pés de cabeça para baixo de modo a obter a máxima oxigenação cerebral e atrasar a inevitável perda de sangue, deste modo ela só perdia a consciência quando a serra lha atingisse o umbigo, ou às vezes até o peito.

Em Espanha o serrote foi um meio de execução até meados do século XVIII.

A VIRGEM DE NUREMBERG (A DAMA DE FERRO)




O nome deste instrumento parece ter a sua origem num protótipo que foi construído na cidade de Nuremberga. Também é dito que este tipo de sarcófago teve um rosto de donzela esculpido na sua porta principal provavelmente com o objectivo de tornar este horrível contentor ainda mais refinado.

O sarcófago foi contruído com pontas no interior que perfuravam diversas partes diferentes do corpo mas nunca os órgãos vitais isto para manter a vítima vivae, posição vertical.

Este mecanismo seria aberto tanto da frente como do lado traseiro sem que a vítima fosse capaz de sair. O sarcófago era tão grosso que nenhum grito poderia ser ouvido de fora a menos que as portas fossem abertas.

Quando as portas do sarcófago eram fechadas, as pontas de ferro afiadas penetrariam as mesmas partes do corpo e nas mesmas feridas como dantes, infligindo uma longa e cruel agonia.

O BERÇO DE JUDAS




Neste instrumento mediaval a vítima era despida e pendurada por um cinto de ferro à volta da cintura, com as mãos e pés bem presos. As suas pernas eram mantidas levemente abertas por um pau de tal forma que ele só poderia movê-las ao mesmo tempo.

Era erguido sobre uma pirâmide pontiaguda, as suas pernas eram estendidos para a frente e unidas com uma corda nos tornozelos. A vítima seria abaixada sobre o topo afiado da pirâmide onde esta penetretraria o ânus ou vagina. Assim a vítima, com os seus músculos contraídos, não poderia relaxar ou cair no sono.



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CAMBODJA - KMER VERMELHO - QUE O MUNDO NÃO SE ESQUEÇA JAMAIS



Entre 1975 e 1979, em nome de uma sociedade rural absolutamente igualitária, sem família, sem propriedade privada nem religião, sem moeda nem mercado, os Khmer Vermelho, liderados por Pol-Pot e inspirados na revolução cultural de Mao Tsé-tung, tomaram o poder no Camboja, separando os familiares (a família não representava o ideal coletiva do regime) e forçando as pessoas das cidades (fonte de todo o mal burguês) em direção ao campo para se re-educarem com os camponeses e realizarem trabalhos forçados em plantações de arroz. A moeda do Camboja foi extinta assim como o mercado e as pessoas mais inteligentes do pais como professores, médicos, engenheiros (que simbolizavam o capitalismo), foram executadas. Qualquer atitude ou característica que lembrasse o capitalismo (como saber falar uma língua estrangeira, ou mesmo usar óculos) era motivo para execução. A maioria das escolas e todas as bibliotecas foram destruídas em nome de uma sociedade igualitária.

Em 1979, destruído economicamente, o Camboja atacou o Vietnam. Tropas do Vietnam invadiram o Camboja e depuseram o horrendo regime dos Khmer Vermelho. Em 4 anos, de uma população de 8 milhões de pessoas, 1.8 milhões de pessoas morreram de fome, doenças, trabalhos forçados e execuções, no que foi o maior genocídio em percentual de mortos do século XX






Pol Pot, líder dos Khmer Vermelho superou Hitler, Stalin, Mao Tse-tung em percentual de mortos.
Pol Pot morreu em 1998 sem ter sido julgado por seus crimes contra humanidade.

No dia 17 de abril de 1975, os membros do Khmer Vermelho ocuparam Phnom Penh sem resistência e em poucas horas esvaziaram completamente a cidade, em um primeiro ato de um regime de terror que duraria quatro anos e deixaria quase de dois milhões de mortos.






Em um dia, os quase dois milhões de habitantes da capital foram obrigados a partir para os campos, por 'alguns dias', segundo os membros do Khmer Vermelho, para se proteger de bombardeios americanos que nunca aconteceram. A Angkar, "a Organização" dirigida por Pol Pot - com Nuon Chea, Khieu Samphan, Ieng Sary, Son Sen e Ta Mok - aplicou uma ideologia ultranacionalista e comunista extremista, de orientação maoísta.

Por isso, os membros do Khmer Vermelho, cujos chefes se formaram no estrangeiro, sobretudo na França, impuseram progressivamente a eliminação da família, a abolição da religião e do dinheiro.

Segundo eles, era um meio de criar um homem novo em uma sociedade rural absolutamente igualitária.

Em nome de uma utopia agrária, a população passa fome e explora todo povo em trabalhos forçados para produzir arroz e construir gigantescas obras.

Aqueles que não se submetiam às ordens do poder central eram torturados, executados, deportados ou postos sob uma vigilância rígida e a uma depuração étnica ou ideológica, no caso de vietnamitas, chineses ou muçulmanos. Em três anos, oito meses e 20 dias, quase dois milhões de cambojanos morreram sob a tortura, a fome, doenças em geral, esgotamento ou por punições no interior do regime.

No final de 1978, 50 mil soldados vietnamitas invadiram o Camboja depois de uma série de ataques do Khmer Vermelho contra o território do Vietnã, derrubando um regime minado por lutas internas e deserção em massa.

Nesta época, começa a se conhecer a magnitude do genocídio e das atrocidades cometidas pelo regime de Pol Pot.

Cerca de 30 anos depois, o Camboja segue sofrendo com a eliminação de suas elites e um silêncio cúmplice sobre um dos piores genocídios do século XX, que não figura dos programas escolares.

No centro de Phnom Penh, onde morreram mais de 14 mil pessoas nas mãos de uma tirania obcecada pela espionagem estrangeira e o inimigo interno, disposta a tudo para criar uma sociedade doutrinada e arrozeira, sem propriedade privada nem religião, sem moeda nem mercado, com a família e a individualidade estatizadas e um ordenamento aberrante.

Aquela loucura, da qual o Camboja ainda convalesce, é única na história da humanidade: 30% dos 12 milhões de cambojanos sofrem de estresse pós-traumático e 40% de ansiedade e pesadelos, segundo um estudo médico.

Logo após a revolução, começou a transferência forçada das cidades para o campo, porque para Pol Pot a cidade era a fonte de todo o mal. Os cambojanos deveriam eliminar os vícios "burgueses" e se reeducar com as massas camponesas, como ensinava o não menos ditador da China, Mao Tsé-tung. As primeiras medidas: a moeda local foi abolida, bibliotecas foram transformadas em chiqueiros e intelectuais, profissionais liberais eram sumariamente executados. Calcula-se que 15 mil dos 20 mil professores do país foram mortos, assim como 90% dos monges budistas e um em cada cinco médicos.

Um de seus investigadores, Meng Try Ea, falou com um grupo do Khmer Vermelho para conhecer a filosofia punitiva do regime. “A colheita, por exemplo, era uma luta de classes, uma luta entre revolução e contra-revolução”, segundo lhe explicaram. O furto de um quilo de arroz comunitário podia custar a vida do desesperado, como cúmplice do boicote inimigo; a perda de uma ferramenta de trabalho podia acarretar a morte e um golpe de vara no búfalo do arado, o espancamento de quem o fizesse.

O regime dos khmer vermelhos matou o seu povo à fome, por doença, por exaustão ou por execução sumária, em nome de uma utopia que só podia ser uma miragem: uma sociedade onde não havia lugar para dinheiro, nem escolas, onde as cidades eram despejadas para encher os terrenos agrícolas.

Quando os khmer vermelhos ocuparam o Camboja, Sinal tinha 13 anos (agora tem 47). “A minha família vivia em Siem Reap [no Centro] e eles obrigaram-nos a deixar a cidade. Todas as pessoas da minha família foram forçadas a trabalhar no campo, das 5h00 às 18h00. Recolhiam estrume de animais para fazer compostagem”. Em troca, recebiam “uma pequena quantidade de comida, só para o almoço e o jantar”. O fato de muitas das vítimas do regime terem morrido por subnutrição ou falta de cuidados de saúde é um dos argumentos usados pela defesa de que não houve genocídio. “Nessa altura, as crianças ficavam num centro, não iam para a escola, não estavam autorizadas a ver os pais nem os familiares todos os dias”, continua Sinal Peanh. “Os khmer vermelhos treinavam as crianças para controlar os pais e outras pessoas, e se houvesse alguma coisa errada tinha que se lhes dizer. Vi muita gente morrer, incluindo os meus pais, com a cabeça cortada por um machado. Eles mandavam as crianças fazer uma cova e enterrar o cadáver.” À noite cantavam-se músicas de louvor a Pol Pot. Não foram só os seus pais, foram também os três irmãos que morreram. Salvou-se ele e a avó. Terminado o terror, Sinal Peanh vendeu bolos e massas para sobreviver. “Não tinha nem tempo nem dinheiro para estudar. E por isso decidi ir para a Tailândia”. Foi lá, na “Escola Católica na Zona 2 do campo de refugiados”, que, durante três anos, aprendeu “inglês e cuidados de saúde.”

No meio de um historia de atrocidades, Sophal Mar diz ter sido uma pessoa de sorte. Os seus pais viviam em Phnom Penh, a capital, quando os khmer vermelhos os mandaram ir para o campo, só com o necessário para “dois ou três dias”. Ou seja, sem nada.

A mãe foi para o Norte, o pai para o Sul, com os cinco irmãos e duas irmãs de Sophal.

“Phnom Penh tornou-se uma cidade-fantasma. Ninguém tinha autorização para viver na capital. Não havia nada a funcionar, escolas, lojas, nada.” Ele nasceria dois anos depois. Todos sobreviveram, exceto o avô, “que foi morto, não sei porquê.”

De 1975-1979 cerca de 20 mil cambojanos foram executadas pelo Khmer Vermelho de S-21 Prisão em Phnom Penh, Camboja. Seven prisoners survived. Sete prisioneiros sobreviveram. S-21 is now the Tuol Sleng Museum of Genocide. S-21 é actualmente o Museu Tuol Sleng de Genocídio.

S-21 was a prison camp located in Phnom Penh, Cambodia, used by the Khmer Rouge from its rise to power in 1975 to its fall in 1979. S-21 era um presídio localizado em Phnom Penh, Camboja, usada pelo Khmer Vermelho a partir de sua ascensão ao poder em 1975 e sua queda em 1979. It was also known as Tuol Sleng ('hill of the poisonous tree' or 'hill of guilt'). Foi também conhecida como Tuol Sleng ("monte da árvore venenosa" ou "morro de culpa").


History História

Formerly the Tuol Svay Prey High School, named after a Royal ancestor of King Sihanouk, the five buildings of the complex were converted in 1975 into a prison and interrogation centre. Anteriormente o Tuol Svay Prey High School, em homenagem a um ancestral do rei Sihanouk Royal, os cinco edifícios do complexo foram convertidos em 1975 em uma prisão e centro de interrogatórios. The Khmer Rouge renamed the complex to Security Prison 21 (S-21) and construction began to adapt the prison to the inmates: The buildings were enclosed in barbed electrified wire, the classrooms converted into tiny prison and torture cells and all the windows were covered with iron bars and barbed wire to prevent escape of the prisoners. O Khmer Vermelho rebatizado o complexo de Segurança Prisional 21 (S-21) ea construção começou a adaptar-se à prisão para os detentos: Os prédios foram fechados em farpado eletrificada de arame, as salas de aula convertida em prisão e tortura de células pequenas e todas as janelas estavam cobertas com barras de ferro e arame farpado para impedir a fuga dos prisioneiros.

From 1975 to 1979, an estimate of 14000 to 15000 people were imprisoned at S-21 (some estimates suggest a number as high as 20000). De 1975 a 1979, uma estimativa de 14.000-15.000 pessoas foram presas na S-21 (algumas estimativas sugerem um número tão elevado como 20000). The prisoners were selected from all around the country, and usually were former Khmer Rouge members and soldiers, accused of traitorous behaviour or treason. Os presos foram selecionados de todo o país, e geralmente eram ex-membros do Khmer Vermelho e soldados, acusados de comportamento traidor ou traição. Even though the vast majority of the victims were Cambodian, the prison population included members of other nationalities, including Vietnamese, Thai, Pakistanis, Laotians, Indians, Americans, British, Canadians, New Zealanders, and Australians. Embora a grande maioria das vítimas eram do Camboja, a população prisional incluíam membros de outras nacionalidades, incluindo vietnamita, tailandês, paquistaneses, Laos, índios, americanos, britânicos, canadenses, neozelandeses e australianos. The whole family of the prisoner (including women, children and babies) was also often brought en masse to be interrogated and later exterminated at the Choeung Ek extermination centre. Toda a família do prisioneiro (incluindo mulheres, crianças e bebês) também foi muitas vezes trazidos em massa para ser interrogado e depois exterminadas no centro de extermínio de Choeung Ek.

In 1979, the prison's horrors were uncovered by the invading Vietnamese army. Em 1979, horrores da prisão foram descobertos pelo exército invasor vietnamita. In 1980, the prison was reopened as a historical museum, the Tuol Sleng Museum, memorializing the genocide committed by the Khmer Rouge regime. Em 1980, a prisão foi reaberto como um museu histórico, o Museu Tuol Sleng, em memória do genocídio cometido pelo regime do Khmer Vermelho. The museum is opened to the public, and receives an average of 50 visits every day. O museu é aberto ao público e recebe uma média de 50 visitas por dia.


Após a chegada à prisão, os prisioneiros eram fotografados e obrigados a dar uma informação completa biografia. Depois disso, eles foram obrigados a se despir, e todas as suas posses foram removidas. Os presos foram levados para suas celas. Aqueles levados para as células menores eram acorrentados às paredes. Aqueles que foram realizadas nas células grande massa eram coletivamente acorrentado a longos pedaços de barra de ferro. Os presos tiveram que dormir no chão frio, enquanto ainda acorrentado.

A prisão tinha regras muito rígidas, e espancamentos eram infligidas qualquer preso que tentou desobedecer. Quase todas as ações tinham de ser aprovadas por um dos guardas da prisão. Da mesma forma, as condições sanitárias eram terríveis. As condições de vida causava doenças de pele, piolhos e outras doenças, e alguns dos presos que nunca recebeu qualquer tipo de tratamento.

Torturas e extermínio

O sistema de torturar a S-21 foi projetado para fazer prisioneiros para confessar crimes que quer seus captores cobrado-los (bem como os métodos da Inquisição medieval). Os prisioneiros eram torturados com choques elétricos, instrumentos de metal quente abrasador, pendurados e outros dispositivos horrível. Apesar de muitos prisioneiros morreram por causa deste tipo de abuso, matando-los imediatamente foi desencorajado, já que o Khmer Vermelho precisava de suas confissões.

A grande maioria dos S-21 prisioneiros foram provavelmente inocente das acusações contra eles e suas confissões mentiras produzidas por tortura. Foi apenas uma questão de tempo antes de a tortura iria quebrar mesmo o mais forte dos prisioneiros.

Após o interrogatório, o preso e sua família foram levados para o centro de extermínio de Choeung Ek, a quinze quilômetros do centro de Phnom Penh. Lá, eles foram brutalmente assassinados por serem golpeados com barras de ferro, picaretas, facões e muitas outras armas improvisadas assassinato.

Dos cerca de 15 mil prisioneiros na prisão, existem apenas sete sobreviventes conhecidas.

Funcionários da prisão

A prisão tinha uma equipe de 1.720 pessoas. Destes, cerca de 300 foram empregados de escritório, pessoal interno e interrogadores. Os outros 1.400 foram os trabalhadores em geral. Vários destes trabalhadores foram tomadas as crianças das famílias de prisioneiros. A maioria deles foram treinados e lavagem cerebral para se tornarem guardas brutais.

O chefe da prisão foi o infame Khang Khek Leu (também conhecido como Camarada Duch), uma professora de matemática, que trabalhou estreitamente com líder do Khmer Vermelho de Pol Pot.

Estas foram as regras de Tuol Sleng:
Você deve responder de acordo com minha pergunta. Não desviá-los.
Não tente esconder os fatos, fazendo pretexto disto e daquilo. Está estritamente proibido de me contestar.
Não seja um tolo para você é um rapaz que se atreve a contrariar a revolução.
Você deve imediatamente responder às minhas perguntas, sem perder tempo para refletir.
Não me diga que quer sobre suas imoralidades ou a revolução.
Embora recebendo chicotadas ou choques elétricos, não pode chorar em tudo.
Não fazer nada. Sente-se quieto e esperar que as minhas ordens. Quando eu lhe pedir para fazer algo, você deve fazê-lo imediatamente, sem protestar.
Não faça pretextos sobre Kampuchea Krom, a fim de esconder sua mandíbula de traidor.
Se você não seguir todas as regras acima, você deverá obter muitas chicotadas de fio elétrico.
Se você desobedecer qualquer ponto da minha regulamentos, você deve obter quer dez chicotadas ou cinco choques de descarga elétrica.


O arquivo fotográfico

O Khmer Vermelho exigido o pessoal da prisão para fazer um dossiê detalhado de todos os prisioneiros. Incluído na documentação era uma fotografia. Uma vez que os negativos originais e fotografias foram separados os processos no período de 1979-1980, a maioria das fotografias anonimato hoje.

As fotos estão sendo exibidas no Museu de Tuol Sleng e da Universidade de Cornell, Ithaca, Nova York, E.U.A..

S21: The Khmer Rouge Killing Machine S21: The Khmer Rouge Killing Machine



S21: The Khmer Rouge Killing Machine é o título de um filme de 2003 por Rithy Panh, um cineasta nascido no Camboja, que perdeu sua família quando ele tinha 11 anos.