"REPARTIR COM OS DEMAIS POVOS O QUE TEMOS RECEBIDO COM FARTURA É O QUE DEUS ESPERA DE CADA UM, ESPECIALMENTE SE CONSIDERARMOS QUE ELE NOS ABENÇOA PARA QUE OUTROS TAMBÉM SEJAM ABENÇOADOS POR MEIO DAS BÊNÇÃOS QUE TEMOS ALCANÇADOS."

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

NUNCA O MESMO

Don e Carol Richardson chegou à aldeia com seus sete meses de idade, menino Steve - e uma mensagem que iria mudar para sempre a tribo. Steve e seus irmãos iriam crescer entre os Sawi, aprender a língua e abraçar a cultura de formas que moldam o resto de suas vidas. Sua história, contada no livro Criança Paz , inspirou uma geração de levar o evangelho às tribos ainda isoladas da terra. Cinquenta anos depois, Steve, agora presidente da Pioneiros-EUA, se junta a seu pai e irmãos Don Shannon e Paul para visitar a aldeia Sawi onde eles cresceram. Nunca os ourneys j mesmo com Steve como ele viaja para os pântanos de Papua, na Indonésia, introduz-nos na Sawi, e explora o impacto do evangelho entre este grupo de baixa renda e as tribos vi\zinhas.


  

NEVER THE SAME

The Sawi were headhunters and cannibals when a young couple named Don and Carol Richardson arrived in their village carrying their seven-month-old boy Steve—and a message that would change the tribe forever. The year was 1962, and Steve—and later, three more children—spent their youth among the Sawi, learning the language and embracing the culture in ways that would shape the rest of their lives. Their story was immortalized in the best-selling book Peace Child and a feature film of the same name, inspiring a new generation to take the gospel to the remaining isolated tribes of the earth.
Fifty years later, Steve joins his father, Don, and two brothers, Shannon and Paul, to visit the Sawi village where they grew up. What is the state of the church they planted among the Sawi? Are the friends they played with still alive? Will anyone remember the mark their family left on the tribe? Journey with Steve as he travels to the swamps of Papua, Indonesia, to introduce you to the Sawi, and explore the impact of the gospel among a previously unreached people group.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

AGUDÁS, UM PEDAÇO DO BRASIL NO BENIN

Eles não falam português, mas quando estão juntos trocam o bonjour (francês é a língua oficial do Benin) por bom dia. Nos dias de festa, cantam músicas em português. Ao receberem convidados em casa, preparam o que chamam de feijoadá ou kousido.


Representando entre 5% e 10% da população do Benin, um minúsculo país da costa ocidental africana, os agudás, descendentes de escravos ou comerciantes baianos que emigraram para o Golfo do Benin no século 18, guardam ainda, com muito orgulho, traços que os ligam ao Brasil, terra de seus ancestrais.

"Nós somos muito orgulhosos por termos a cultura brasileira no Benin. O que guardamos dos nossos antepassados, nós mostramos todos os dias. Nós mantemos os costumes nas roupas, na comida e também no samba, através da burrinha", explica o jornalista agudá Christian de Souza.

Os traços, no entanto, estão ligados ao Brasil colonial. Na dança e na música, tocam burrinha, uma forma arcaica de bumba-meu-boi.

Escrava Isaura


Agudás usam trajes especiais nos dias de festa.

As roupas usadas nas festas parecem tiradas de uma novela ambientada no século 18. Aliás, a novela "Escrava Isaura", transmitida no país, serviu como fonte de atualização do figurino agudá usado em ocasiões especiais, como na missa anual da Irmandade Brasileira de Nosso Senhor do Bonfim.

É que, até então, os descendentes de brasileiros só tinham na memória as roupas usadas por seus avós.

Entre os agudás mais conhecidos no Benin, estão os integrantes da família Souza.

Tudo começou quando Francisco Félix de Souza, um comerciante de escravos de Salvador, se transferiu para o Benin, levando com ele um grupo de escravos libertos.

Souza, que recebeu o título de Chachá, conseguiu grande destaque no comércio de envio de escravos para o Brasil e, devido às suas ligações com o rei da região de Abomé (reino), da qual a cidade de Uidá faz parte, acabou recebendo o título de vice-rei da Uidá, dinastia que os Souza mantêm até hoje.

Chachá VIII

O último descendente do primeiro vice-rei de Uidá foi empossado em 1995, após a morte de Jérôme Anastácio de Souza.

Mitô Honorê Feliciano de Souza, o Chachá 8º, diz que, desde que chegou ao trono, vem tentando aumentar as ligações entre o Brasil e o Benin.

Chachá diz que os agudás torcem pelo Brasil na Copa do Mundo. E, como prova disso, fez questão de vestir sua camisa 11 da seleção e de se enrolar na bandeira brasileira, ritual que cumpre à risca em dias de jogos do Brasil.

De acordo com levantamento feito pelo antropólogo e fotógrafo brasileiro Milton Guran, autor do livro Agudás, os brasileiros do Benin, há cerca de 400 sobrenomes luso-brasileiros hoje em dia no país.

São Silvas, Souzas, Freitas, Domingos, entre outros, vivendo em sua grande maioria no sul do país, em cidades como Porto Novo, Uidá e Cotonou.

Mas, segundo Milton, esse número de descendentes pode ser ainda maior, já que muitas mulheres perdem o sobrenome quando se casam, e os filhos recebem o sobrenome do pai.

POVOS BALANTAS DE VÁRIOS PAÍSES

Os balantas (palavra que significa literalmente "aqueles que resistem") são um grupo étnico dividido entre a Guiné-Bissau, o Senegal e a Gâmbia.



São o maior grupo étnico da Guiné-Bissau, representando mais de 25% da população total do país. No entanto, mantiveram-se sempre fora do estado colonial e pós-colonial, devido à sua organização social. Os balantas podem ser divididos em seis subgrupos: balantas bravos, balantas cunantes, balantas de dentro, balantas de fora, balantas manés e balantas nagas.

Os arqueólogos crêem que o povo que viria a ser os balantas migrou para a actual Guiné-Bissau em grupos pequenos entre os séculos X e XIV d.C. Durante o século XIX, espalharam-se ao longo da área do mesmo país e do sul do Senegal, de forma a resistirem à expansão do reino de Gabu. A tradição oral entre os balantas diz que estes migraram para oeste desde a área onde são hoje o Egito, Sudão e Etiópia para escapar à seca e às guerras. Hoje, os balantas encontram-se principalmente nas regiões sul e centro da Guiné-Bissau.

São maioritariamente agricultores e criadores de gado, principalmente porcos. Existe uma importante população balanta em Angola.

Cultura

Os balantas são o único grupo étnico da Guiné-Bissau sem um chefe ou um líder reconhecido. Todas as decisões importantes entre os balantas são tomadas por um concelho de sábios. Para se tornar um membro do concelho, o candidato terá de ser iniciado durante a cerimônia fanado. No geral, a igualdade prevalece entre os balantas. Consequentemente, os colonialistas portugueses tiveram dificuldades em governar este povo. Na viragem do século XIX para o XX, Portugal moveu campanhas de pacificação contra os resistentes balantas e sujeitou-os aos nomeados chefes fulas. Devido à repressão portuguesa, os balantas alistaram-se como soldados em grande número e foram apoiantes de primeira linha do PAIGC no desígnio nacionalista de libertação durante os anos 60 e 70 do século XX. Contudo, quando os nacionalistas assumiram o poder após a independência, depararam-se com a dificuldade em estabelecer comités de aldeia e outras organizações entre os balantas devido à sua organização social descentralizada. Muitos balantas ressentiram-se com a sua exclusão do governo. A sua proeminência no exército esteve na origem de várias tentativas de golpes de estado lideradas pelos mesmos nos anos 80.




 




Religião

Os balantas são largamente animistas na sua crença. Djon Cago é o nome de uma divindade deste povo. Na sociedade balanta, acredita-se que Deus está muito longe. Os fieis tentam alcançá-lo através de espíritos e sacrifícios. Apesar do catolicismo ser parcialmente aceite, o islamismo é forte e praticado juntamente com a veneração espiritualista.

Fonte: Wikipédia


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

POVOS MANDINGAS OU MANDINKAS

Os mandingos (em mandingo: Mandinka) são um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental, com uma população estimada em 11 milhões.







São descendentes do Império Mali, que ascendeu ao poder durante o reinado do grande rei mandingo Sundiata Keita. Os mandingos pertencem ao maior grupo etnolinguístico da África Ocidental - o Mandè - que conta com mais de 20 milhões de pessoas (incluindo os diulas, os bozos e os bambaras). Originários do atual Mali, os mandingos ganharam a sua independencia de impérios anteriores no século XIII e fundaram um império que se estendeu ao longo da África Ocidental. Migraram para oeste a partir do rio Níger à procura de melhores terras agrícolas e de mais oportunidades de conquista. Através de uma série de conflitos, primeiramente com os fulas (organizados no reino de Fouta Djallon), levaram metade da população mandingo a converter-se do animismo ao islamismo. Hoje, cerca de 99% dos mandingos em África são muçulmanos, com algumas pequenas comunidades animistas e cristãs. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, cerca de um terço da população mandinga foi embarcada para a América como escravos, após a captura em conflitos. Uma parte significativa dos afro-americanos nos Estados Unidos são descendentes de mandingos.

Os mandingos vivem principalmente na África Ocidental, particularmente na Gâmbia, Guiné, Mali, Serra Leoa, Costa do Marfim, Senegal, Burquina Faso, Libéria, Guiné-Bissau, Níger, Mauritânia, havendo mesmo algumas comunidades pequenas no Chade, na África Central. Embora bastante dispersos, não se constituem no maior grupo étnico em qualquer dos países em que vivem, exceto na Gâmbia.

Mandingos no Brasil

Mandinga no Brasil Colonial era a designação de um grupo étnico de origem africana, praticantes do muçulmanismo, possuidor do hábito de carregar junto ao peito, pendurado em um cordão, pequeno pedaço de couro com inscrições de trechos do alcorão, que negros de outras etnias denominavam patuá. Depois de feita a inscrição o couro era dobrado e fechado costurando-se uma borda na outra. Via de regra por serem melhor instruídos que outros grupos e possuirem conhecimento de linguagem escrita, eram escolhidos para exercerem funções de confiança, dentre elas a de capitão-do-mato. Costumavam usar turbantes, sob os quais normalmente mantinham seus cabelos espichados. Diversos negros fugidos de outras etnias, para tentarem disfarçar o fato de não serem livres espichavam o cabelo e usavam o patuá em um cordão junto ao peito, porém sem as inscrições. Os mandinga tinham o costume de se reconhecerem mutuamente recitando trechos do alcorão uns para os outros. Caso o negro interpelado não recitasse o trecho correto, o capitão-do-mato de etnia mandinga, capturaria o fugitivo imediatamente. Outras etnias viam nessa identificação entre si como um fenômeno mágico, atribuindo muitas vezes ao patuá poderes mágicos que permitiriam ao mandinga identificar os fugitivos.

Fonte: Wikipédia

POVOS TUAREGUES


Os tuaregues são um grupo étnico da região do Sahara que falam uma língua berber. Eles chamam-se a si próprios Kel Tamasheq ou Kel Tamajaq ("falantes de Tamasheq"), e também Imouhar, Imuhagh, ou Imashaghen ("os livres").




Os tuaregues são uma civilização bem curiosa. Estima-se que existam entre 100000 e 3,5 milhões nos vários países que partilham aquele deserto.

Origem da Palavra

A palavra árabe "Tuareg"("berberes") significa "abandonados pelos deuses". Talvez por isso prefiram chamar a si mesmos por Imouhar(en), Imashagen (Os Livres) ou Kel Tamasheq - os que falam Tamasheq - e se identificamn como Tamust - a Nação.





 



Porém pode derivar de "Targa", que é uma cidade no sul da Líbia, numa região chamada "Fezzan". A região que aparentemente sempre viveram é no noroeste africano, principalmente no deserto do Saara, do sul da Argélia ao norte de Mali no lado leste da Nigéria. Podem ser encontrados, todavia, em praticamente todas as partes do deserto. A língua Tamasheq é o principal elo que os caracteriza como povo em comum, mais do que a raça ou linhagem genética. Provavelmente têm parentesco com egipcios e Marroquinos, com quem compartilham trechos culturais e a religião Muçulmana. Mas não são árabes, são "Berberes" e usam esse alfabeto.

Costumes



Usam a linhagem materna embora não sejam matriarcais. São os homens que não dispensam um véu azul índigo característico, o Tagelmust, que usam mesmo entre os familiares. Dizem que os protege dos maus espíritos, e tem a função prática de proteger contra a inclemência do sol do deserto e das rajadas de areia durante suas viagens em caravana. Usam como um turbante que cobre também todo o rosto, exceto os olhos. As comunidades de tuaregues têm por norma oferecer chá de menta aos grupos de turistas.

Hierarquia

Sob uma distinta hierarquização formada por castas que descendem da tradicional rainha guerreira Tin-Hinan e seu companheiro Takama.

A casta nobre, Imajeren, são os guerreiros. Portam a tradicional espada Takoba, cujo formato lembra muito as espadas medievais das cruzadas. Há pequenas distinções no formato e detalhes entre as espadas de acordo com a região de origem ou dos artesãos-ferreiros que as fazem. A lâmina larga de dois gumes tem um friso longitudinal e o punho é guarnecido por uma peça retangular, que lembra uma cruz.

A religião fica a cargo dos Ineselmen, que significa os Muçulmanos, cuidado da observação das leis do Corão. Desde o século XVI os Tuaregs tem sido Muçulmanos. Exercem sem muito rigor, devido, principalmente pelo nomadismo, que os impossibilita de algumas obrigações, como do Ramadã. Combinam a tradição Sunita (Maliki madhhab) com algumas crenças pré-islâmicas animísticas, como a presença dos espíritos Kel Asuf e a divinização do Qur'an.

Os "Homens Livres" (Imrad) são a maioria e se dizem descendentes de Takama. Imrad significa "povo das cabras". Podem ter sido Berberes, que viviam nas regiões de Ajjer, Ahaggar e Adrar-n-Iforas, que, dominados pelos Imunan quando sua pr¢pria nobreza, Uraren, se rebelou contra os Imunan.

Os escravos, chamados de Iklan, são compostos por descendentes dos antigos cativos. Desde a dominação francesa em finais do século XIX não é permitida a escravidão. Mesmo assim eles permanecem numa quantidade considerável e têm as suas subcastas.

O Passado

Antes de se tornarem pacíficos como são atualmente, os Tuaregues cobravam pedágios altíssimos dos outros viajantes, assaltando e massacrando os que deixavam de pagar. Em 1946, com a chegada de novos governos, eles entraram em guerra por sua liberdade (o que acabou com aproximadamente quarenta mil Tuaregues mortos, incluindo mulheres e crianças). Agora dedicam-se principalmente à música, ao artesanato e ao pastoreio de animais como os dromedários.

Fonte: Wikipédia

POVOS DO IMPÉRIO WOLOF

O Império Wolof ou Império Jolof (do francês: Diolof ou djolof) foi um estado no Oeste Africano que governaram partes de Senegal e Gâmbia no período de 1360-1890.
Estados que constituíam o Império Wolof.

Origens

Conta-se tradicionalmente que o fundador do Estado e posteriormente império foi Ndyadyane Ndyaye que viveu no século 13. Os alicerces do império foram estabelecidas pela associação voluntária de vários pequenos estados que começam com Waalo no norte. Antes da formação do império, Waalo foi dividido em aldeias governadas por reis com o título Serer Laman. Uma disputa sobre a madeira perto de um lago proeminente quase levou ao derramamento de sangue entre os governantes, mas foi interrompido pelo misterioso aparecimento de um estranho do lago. O estranho dividiu a madeira de forma justa e desapareceu, deixando o povo em assombro. Os Wolofs, então, fingiram uma disputa e seqüestraram o desconhecido quando ele voltou. Ofereceram-lhe o reinado de suas terras e convenceu-o a tornar-se mortal, oferecendo-lhe uma bela mulher para casar. Quando esses eventos foram relatados ao governante do Sine, também um grande mágico, é relatado que ele exclamou "Ndyadyane Ndyaye" na perplexidade. O governador do Sine sugeriu, então, todos os governantes entre o rio Senegal e o rio Gâmbia reconhecer voluntariamente a este homem como rei, o que fizeram.

História


O novo estado de djolof, tornou-se vassalo do Império do Mali por muito tempo. Djolof manteve-se dentro dessa esfera de influência do império até a última metade do século 14. Durante a disputa da sucessão em 1360 entre dois clãs rivais dentro linhagem real do Império do Mali, os wolof tornaram-se definitivamente independente. Uma análise mais cuidadosa das estruturas políticas e sociais dos Wolofs revelam que pelo menos algumas das suas instituições, pode ter sido emprestado diretamente ou desenvolvidas ao lado dos seus maiores antecessores, o Império Mali.

Sociedade


Os Portuguêses tiveram contato com o Império Jolof entre 1444 e 1510, relatando detalhadamente o sistema política muito avançado dos Wolofs. Os wolof estavam comandados por um sistema de castas (sistemas tradicionais, hereditários ou sociais de estratificação), que ainda subsiste nos nossos dias, embora com menos rigor. Nobres, camponeses e burgueses, artesãos e escravos formavam a pirâmide social deste grupo. Portanto, é o homem que trabalha nos campos enquanto que a mulher domina os trabalhos domésticos. A nobreza Wolof era nominalmente muçulmana. Mas o Islã não conseguiu penetrar completamente sociedade wolof, até por volta do século 19.

Mulheres

As mulheres eram influentes no governo. O Linger ou Rainha Mãe era a cabeça de todas as mulheres wolof e muito influente na política estadual. Ela possuía um número de aldeias e fazendas de cultivo que pagavam tributos diretamente a ela. Havia também outros chefes do sexo feminino, cuja principal tarefa era julgar os casos envolvendo mulheres. No estado Walo mais ao norte do império, as mulheres podiam aspirar ao cargo de Bur e governar o Estado.

Organização política

O Império djolof foi organizado em cinco reinos costeiros de norte a sul, que incluía Waalo, Kayor, baol, Sine e Saloum. Todos estes estados foram afluente do litoral do estado de djolof. O governador de djolof era conhecido como o burba Jolof, um título diferente de todos os outros, e governou a capital de Linguère. Cada estado Wolof era governado por sua própria régua nomeados de entre os descendentes do fundador do Estado. governadores de Estado foram escolhidos por seus nobres respectivos, enquanto o burba Jolof foi escolhido por um colégio de eleitores que incluía também os governadores dos cinco reinos. Não foi o de Bur Waalo, a Damel de Kayor, o Teny de baol, bem como as duas Lamans Serer dos estados e do Sine Saloum. Cada governante tinha autonomia prático, mas esperava-se a cooperar com a burba Jolof em matéria de defesa, comércio e prestação de receitas imperiais. Uma vez nomeado, titulares de cargos passaram por rituais elaborados tanto para se familiarizarem com as suas novas funções e elevá-los a um status divino. A partir de então, eles eram esperados para levar para a grandeza de seus estados ou o risco de ser declarada desfavorecidas, pelos deuses e de ser deposto. As tensões desta estrutura política resultou em um governo autocrático, onde os exércitos muito pessoal e riqueza, muitas vezes substituído valores constitucionais.

Contato com a Europa

Depois de um início inicialmente hostil, as relações comerciais pacíficas foram estabelecidas entre o Império djolof e o reino de Portugal. Neste momento a Wolof estavam no auge de seu poder e os burba Jolof havia estendido seu poder sobre os estados Malinka, na margem norte da Gâmbia, incluindo Nyumi, Badibu, Nyani e Wuli. Em 1480, o príncipe Bemoi estava governando o império em nome de seu irmão Burba Birao. Tentados pelo comércio Português, mudaram a sede do governo para o litoral para aproveitar as novas oportunidades econômicas. Outros príncipes, em oposição a esta política, depuseram e assassinaram burba Jolof em 1489. Prince Bemoi escapou e refugiou-se em Lisboa. Lá trocou presentes com o Rei João II, e foi batizado. Confrontado com a possibilidade de colocar um aliado cristão sobre o trono, João II enviou uma força expedicionária sob um comandante Português e o príncipe de volta ao djolof. O objetivo era colocar Bemoi no trono em um forte na foz do rio Senegal. O objetivo não foi alcançado.

Período tardio

Apesar das brigas internas, o Império djolof permaneceu uma força a ser enfrentada na região. No início do século 16, era capaz de mobilizar 100.000 homens na infantaria e 10.000 na cavalaria. Mas as sementes da destruição do império já havia sido semeadas pelas perspectivas do comércio atlântico. Praticamente tudo o que tinha dado origem à grande Império djolof tinha acabado. Problemas com os governantes dos estados vassalos e forças externas, como a dissolução da Império Mali. Em 1513, Dengella Koli levou uma forte força de fulas e mandingas em Fuuta Toro exigindo dos Wolofs a criação de sua própria dinastia. Koli era filho de um rebelde sem êxito contra o Império Songhai e pode ter decidido agir contra os wolof como uma alternativa para combater os Songhai ou mandingas. Em 1549, o estado Kayor rompeu com êxito o Império djolof. Ele derrotou seu suserano na Batalha de Dinka. A batalha causou um efeito cascata, resultando em outros estados deixando o império. Em 1600, o Império djolof era apenas um estado entre os vários estados independentes Wolof.

Língua wolof

Uólofe, em inglês Wolof, é uma língua falada na África Ocidental, no Senegal, em Gâmbia e na Mauritânia.

O termo Wolof pode se referir também à etnia e a coisas referentes à cultura e às tradições dessa etnia. Como apoio a uma pronúncia, no passado, os franceses escreviam “Ouolof" e os ingleses "Wollof", havendo também os termos "Volof" e "Olof".

A língua ulofe ou wolof, também chamado jalofo, é falada por 80% da população do Senegal. Em Casamança e no oeste de Senegal, utiliza-se o wolof junto com o mandinga e o diola.

Os wolof dedicam-se basicamente à agricultura. Emigraram para o centro do Senegal durante os séculos XII e XV, enquanto se constituía o Império Diola.


Os Wolof são a maioria na zona norte do Senegal, representam a etnia maioritária e 45% da população do Senegal considera-se integrante da mesma. Na Gâmbia são uma minoria, representando apenas 15% do total da população, apesar de serem a maioria na capital do país e de terem uma considerável influência. Na Mauritânia representam só 7% da população.

Fontes: Wikipédia

sábado, 17 de novembro de 2012

POVOS ZULUS DA ÁFRICA DO SUL

Os zulus são um povo do sul da África, vivendo em territórios atualmente correspondentes à África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. Embora hoje tenham expansão e poder político restritos, os zulus foram, no passado, uma nação guerreira que resistiu à invasão imperialista britânica e bôere no século XIX.
 
HistóriaOs zulus eram originalmente um grande clã onde hoje é o norte do kwaZulu-Natal. Foi fundada por Zulu kaNtombhela. Em 1816, os zulus formaram um poderoso estado sob liderança de Shaka.
 
 
 
Shaka.
 
Tchaka, fundador do reino ZuluFoi em 1740 que Dingiswayo tomou conta do poder da tribo Mthethwa. Iniciou uma política de expansão, começando a submeter várias tribos vizinhas à sua autoridade. Foi então que começou a organizar o exército sob o regime de grupos por idades. A medida que ia submetendo as tribos vizinhas permitia que os chefes dessas tribos continuassem no seu posto, sendo apenas obrigados a pagar-lhe um tributo em gado. Começou assim a criar as funções dum grande reino Ngoni.
Dingiswayo começou a expandir-se para o norte, o que obrigou Zwide, o chefe dos Ndwandwe, a fugir para o norte. Ao atravessar o rio Pongola empurrou os Ngwane que tiveram que ir para a região onde hoje é a Swazilândia. Ficaram desta forma duas grandes tribos frente a frente, a dos Mthethwa e a dos Ndwandwa.
Por volta de 1790 nasceu na tribo Zulu um rapaz a quem deram o nome de Tchaka. A história do nome Tchaka está relacionada com as circunstâncias do seu nascimento e por isso a vamos contar. O pai de Tchaka era herdeiro do trono Zulu. Entre os Zulus era proibido aos homens terem relações sexuais antes de terem sido circuncidados. O pai de Tchaka, porém, engravidou Nandi, a mãe de Tchaka, antes de ter sido circuncidado. Começou-se então a dizer-se que Nandi não estava grávida, que a razão para o crescimento da barriga era devida a uma doença dos intestinos a que chamavam «i-tshaka».
Quando o rapaz nasceu passaram a chamar-lhe Tchaka. Mais tarde o pai reconheceu o filho como sendo seu e tomou Nandi como uma das suas mulheres. Tchaka cresceu no entanto afastado do seu pai, vivendo muito ligado à sua mãe e mais tarde veremos as consequências que isso lhe trouxe no futuro.
Durante a sua adolescência Tchaka foi incorporado num dos grupos por idades do exército de Dingiswayo onde logo demonstrou a sua grande bravura e a sua força atlética. Em breve se tornou um herói favorito de Dingiswayo e passou a comandar um regimento do exército.
Em 1816 o pai de Tchaka morreu e Tchaka decidiu tomar à força o trono Zulu. Embora a sua mãe nunca tivesse sido considerada uma das grandes mulheres do pai de Tchaka, e este não tivesse possibilidades de subir ao trono, a sua posição no exército de Dingiswayo e a sua qualidade de favorito fizeram com que Dingiswayo ajudasse Tchaka a tomar o trono pela força.
Em 1818 houve uma grande batalha entre Dingiswayo e Zwide na qual o chefe Mthethwa foi morto. Tchaka imediatamente tomou conta do poder e iniciou uma série de reformas militares que o tornaram quase invencível.

A organização do exército de Tchaka

Dingiswayo não tinha conseguido submeter as tribos Ndwandwe à sua autoridade. Os Ndwandwe eram comandados por Zwide. Na luta pelo espaço Tchaka precisava expandir para o norte. Para isso reformou todos os métodos de táctica e organização do seu exército. Tchaka formou um estado tribal militar.



Tchaka tinha verificado durante a sua estadia no exército de Dingiswayo que as armas empregadas já não correspondiam às novas tácticas de guerra. Dantes eram pequenos grupos que combatiam mas com a formação do exército por idade novas armas eram necessárias. Quando eram pequenos grupos de homens que lutavam usavam lanças que atiravam de longe. À medida que mais homens entravam na luta, continuando a usar lanças, a maior parte dos homens ficava desarmada. Assim, a primeira modificação que Tchaka introduziu foi a de substituir a lança que se atirava por uma lança mais curta de que o guerreiro se servia como uma espada e que nunca o abandonava. Era punido de morte o guerreiro que perdesse a sua lança-espada. Ao mesmo tempo Tchaka introduziu o uso do escudo que protegia o corpo inteiro.
Tchaka transformou a organização tribal numa organização militar unida, fazendo participar todos os membros da sociedade na guerra, dividindo com precisão as funções e introduzindo uma disciplina severa e cruel. Todos os homens de 16 a 60 anos serviam no exército. Era proibido aos jovens guerreiros casar-se e o casamento só era autorizado como pagamento de serviços militares. Os guerreiros só comiam carne. As mulheres e as crianças serviam também no exército, seguindo o exército com gado, cozinhando e carregando comida. Os homens de outras tribos que eram feitos prisioneiros tornavam-se escravos e se eram novos e fortes faziam parte do exército. As mulheres, as crianças e o gado das tribos derrotadas eram incorporadas na tribo. No período entre guerras toda a tribo vivia em grandes conjuntos militares (ekanda).
O chefe supremo era o chefe militar. Era ditador e proprietário de todas as terras da tribo e tinha o direito de vida e de morte sobre os membros da tribo. Era também o juiz supremo em casos de assassínio e traição, crimes que eram punidos com a pena da morte. Todavia, o poder ditador de Tchaka tinha os seus limites. Era controlado por conselheiros (indunas) com os quais se devia reunir para tomar decisões importantes.
Foi graças a esta organização militar perfeita que os zulus conseguiram conquistar e derrotar numerosas outras tribos.

A batalha de Gokoli

Tchaka tornara-se senhor absoluto nas terras entre o rio Pongola e o rio Tugela. Começou a desafiar o poder de Zwide, conseguindo fazer com que várias tribos Ndwandwe começassem a prestar-lhe vassalagem. Zwide não podia ficar parado perante um inimigo que se preparava para conquistar-lhe as suas terras e por isso resolveu tomar a iniciativa de atacar Tchaka.
Os dois exércitos encontraram-se perto da colina Gokoli. Nesta batalha os novos métodos de guerra instituidos por Tchaka foram postos à prova pela primeira vez. Os Ndwandwe eram numericamente superiores mas a disciplina do exército zulu conseguiu-lhe outra superioridade. Os Ndwandwe não conseguiram penetrar nas linhas cerradas dos zulus, apezar de terem atacado inúmeras vezes. Tiveram de recuar deixando no campo de batalha cinco dos filhos de Zwide, entre os quais o herdeiro.
Zwide não desistiu de atacar. Sabia que travava com Tchaka um combate decisivo. Ou ele vencia e podia continuar a reinar ou era vencido por Tchaka e o seu povo ficaria sob o domínio zulu.
Assim em 1819 enviou contra Tchaka um exército poderosíssimo. Face a um exército tão numeroso Tchaka teve que adaptar novas tácticas.
Tchaka enviou o seu povo e o seu gado para fechar a passagem ao inimigo ao mesmo tempo que ia atacando o exército Ndwandwe com pequenos destacamentos de guerreiros, numa táctica de guerrilhas. Uma noite uma grande quantidade de guerreiros zulus conseguiu penetrar no acampamento dos Ndwandwe, enquanto estes dormiam, e mataram centenas de guerreiros. Antes dos Ndwandwe poderem reagir os guerreiros zulus fugiram.
Ao mesmo tempo, Tchaka ia deixando o exército inimigo penetrar no seu território quase até ao rio Tugela, continuando a fazer pequenos ataques de guerrilhas, indo assim desmoralizando o exército inimigo. A fome começou a lavrar no exército de Zwide e todos os homens estavam muito cansados. Zwide então decidiu recuar e voltar para o seu país.
Quando iam atravessar o rio Mhlatuze o exército de Tchaka caiu sobre eles. Foram completamente derrotados. Tchaka enviou os seus exércitos que entraram no país Ndwandwe e massacraram a maior parte da população civil. O que restou do exército de Zwide dividiu-se em três grupos. Zwide conseguiu chegar com alguns dos seus até ao Alto Incomate onde se instalou. Dois outros grupos dirigidos por Soshangane e

O império Zulu


Estátua em homenagem a Shaka.


Depois da sua vitoriosa campanha contra os seus vizinhos do norte, Tchaka resolveu atacar o sul. Várias expedições foram enviadas para combater os Pondos. Conseguiu assim chegar até ao rio Fish.
Tendo conseguido formar um Império tão vasto Tchaka começou a reforçar a sua organização de Estado. Era difícil manter a lealdade sob um conjunto de povos diferentes. Assim, os chefes das tribos conquistadas se se declarassem fiéis a Tchaka, continuavam nos seus postos. Muitas vezes, porém, era-lhes tirado o poder e Tchaka nomeava para o seu lugar pessoas da sua confiança. A base do poder residia no exército. Tchaka criou uma série de guarnições militares à frente das quais se encontrava sempre um induna. Essas guarnições estendiam-se por todo o território e dessa maneira Tchaka estava pronto contra qualquer rebelião dos povos conquistados. Essas guarnições eram verdadeiros quartéis onde se encontravam todos os militares que viviam na sanzala e que passavam todo o tempo em exercícios militares.
Tchaka tornou-se um chefe cruel. Muitos dos seus generais (indunas) não estavam satisfeitos com a disciplina de ferro que Tchaka impunha no exército, sobretudo no que diz respeito ao casamento.
Vários indunas se revoltaram contra Tchaka. Um dos mais importantes foi Mzilikazi que com os homens que formavam a sua sanzala desertou da organização do estado de Tchaka e foi instalar-se para o noroeste onde é hoje a Rodésia, perto de Bulawayo.
Tchaka continuou a fazer campanhas militares sucessivas. Lembremo-nos de que Zwide tinha sido derrotado em Gokoli e se refugiara no Alto Incomate. Os Ndwandwe tinham conseguido reconstruir a sua tribo e esta começava a ser muito forte sob o comando de Sikuniana, filho de Zwide. Em 1826 Zwide morreu e um outro seu filho Somapunga disputa o trono a Sikuniana.

Não o tendo conseguido vai ter com os zulus e anuncia-lhes que Sikuniana faz planos de atacar Tchaka. Este imediatamente manda um grande exército que apanha os Ndwandwe quase desprevenidos. Um grande massacre tem lugar e cerca de 40.000 Ndwandwe são mortos. A tribo Ndwandwe ficou quase totalmente dizimada e deixou de existir como tribo independente. Os poucos que restaram foram acolher-se junto de Mzilikazi e Soshangane.
Tchaka continua a fazer ataques sucessivos contra os povos vizinhos. Todos são obrigados a pagar-lhe anualmente tributos sob a forma de cabeças de gado. As exigências de Tchaka são cada vez maiores e muitas tribos não conseguem às vezes reunir o número de cabeças de gado para satisfazer Tchaka.
As expedições punitivas aumentam e todo o Império zulu vive mergulhado no terror. Várias tentativas de assassinato são feitas contra Tchaka.

A morte de Tchaka

Em 1827 Tchaka decide ir atacar Soshangane que nessa altura se encontrava perto de Delagoa Bay (Lourenço Marques). Quando ia quase a chegar a Lourenço Marques chegou-lhe a notícia de que sua mãe Nandi morrera.Tchaka imediatamente mandou parar a expedição e voltou.
Tchaka sentiu muito profundamente a morte de sua mãe, com quem vivera e a quem tinha uma afeição sem medida. Em sinal de luto pela morte de Nandi Tchaka ordenou uma série de sacrifícios. Durante um ano não se faria agricultura, não se beberia leite nem comeria carne e todos se deviam abster de relações sexuais. Toda a mulher que engravidasse nesse período era morta, juntamente com o marido.
Tchaka nunca casara, porque um herdeiro fazia-lhe pensar na sua própria morte. Toda a mulher que se engravidasse dele era morta.
O luto pela morte de Nandi provocou um grande descontentamento em todo o povo. Toda a gente achava aqueles sacrifícios arbitrários e desumanos.
Em 1828, aproveitando-se do descontentamento geral em todo o Império, dois irmãos de Tchaka de nome Dingane e Mhlangane ajudados por um induna Mbhope resolveram assassinar Tchaka. No momento em que Tchaka tinha enviado uma parte dos seus exércitos para atacar os Pondos numa expedição punitiva, Dingane e Mhlangane assassinaram Tchaka. Foi Dingane quem sucedeu a Tchaka.

Guerra Anglo-Zulu




A Guerra Anglo-Zulu foi um conflito que aconteceu em 1879 entre o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e os Zulus.

Em 11 de dezembro de 1878, os britânicos entregaram um ultimato aos onze chefes representados por Setshwayo. Os termos incluíam a rendição de seu exército e aceitar a autoridade britânica. Cetshwayo recusou e a guerra começou em 1879.


Batalha de Isandlwana.


Os zulus ganharam em 22 de janeiro a batalha de Isandlwana. A virada dos britânicos veio com a batalha em Rorke's Drift e sua vitória veio com a batalha de Ulundy em 4 de Julho.

Os britânicos venceram a guerra e conquistaram o Império Zulu.

População


Dança Zulu.


A população de zulus na África do Sul foi estimada em 8.778.000 1995, correspondendo a 22.4% da população total do país ("The Economist"). Nos restantes países, o número de zulus é estimado em cerca de 400 mil.

A província sul-africana do KwaZulu-Natal é considerada a sua pátria original.

A língua dos zulus é denominada isiZulu.

 

 

POVOS MASSAI DO QUENIA E TANZANIA

Os Massais são um grupo étnico africano de seminômades localizado no Quênia e no norte da Tanzânia.
 
 

 

Devido aos seus costumes distintos e residência próxima aos parques de caça da África oriental, eles se situam entre os grupos étnicos africanos mais bem conhecidos internacionalmente.
 
 
Os Massai preservam muitas de suas tradições culturais enquanto se engajam nas forças econômicas, sociais e políticas contemporâneas regionais e globais. Seu idioma é o Maa. Em 1994, a população Masai no Quênia estava estimada em 453.000 e em 1993, a população Masai da Tanzânia estava estimada em 430.000, perfazendo uma estimativa de população Masai total de 883.000. As estimativas das populações Massai em ambos os países é complicada devido sua natureza nômade e a eles serem o único grupo étnico autorizado a viajar livremente pelas fronteiras entre o Quênia e a Tanzânia. 
 
 
A cor oficial dos Massai é o vermelho e se distinguem das outras tribos vestindo sempre alguma coisa vermelha, porém pequena. Sua sociedade é patriarcal por natureza, com os mais velhos decidindo sobre a maioria das questões para cada grupo Masai. O “laibon”, o assim chamado líder espiritual deste povo, atua como intermediário entre os Masai e seu único deus, “Enkai”, assim como também ele é a fonte do conhecimento sobre as ervas.
 
 
O estilo de vida tradicional Masai se concentra em seu gado, que constitui sua principal fonte de alimento. Os governos da Tanzânia e do Quênia instituíram programas para encorajar os Masai a abandonarem seu estilo de vida nômade tradicional e adotar um estilo de vida agrário.

A classe social dos Massai é determinada pelo número de vacas pertencentes às famílias. Sendo nômades, os Masai constroem casas temporárias com esterco de vaca e barro. As casas são construídas em um círculo, e às noites, as vacas são conduzidas ao centro, protegidas dos animais selvagens.

Os jovens Massai são iniciados na maioridade através de várias cerimônias de iniciação. A principal é a circuncisão, onde milhares de meninos, pertencentes a uma determinada faixa etária, são circuncidados na mesma época. Existe um mito propagado pela indústria do turismo de que cada jovem deve matar um leão antes de ser circuncidado. Isto não é verdade. Entretanto, matar um leão proporciona grande valor e fama na comunidade.

Os casamentos são planejados, marcados por um homem que desenha um X vermelho na barriga de uma mulher grávida solteira. Se ela recusar, será desligada de sua casa. As mulheres podem se casar uma única vez na vida, enquanto que os homens podem ter mais de uma esposa (se tiverem vacas suficientes para o dote, eles podem ter mais de uma ao mesmo tempo).

Mitologia

O ser supremo e criador dos Masai se chama Enkai (também chamado Engai) guardião da chuva, da fertilidade, do sol e do amor, aquele que deu o gado ao povo Masai. De acordo com algumas fontes, Neiterkob "aquele que fundou a Terra" pode ter referência com Enkai. Neiterkob é uma deidade menor, conhecido como o mediador entre seu deus e o homem. Olapa é a deusa da Lua, casada com Enkai.

Modificações corporais

Em tempos passados, ambos os sexos tinham um ou dois dentes incisivos centrais superiores extraídos durante a infância. Isto servia para facilitar a alimentação dos bebês ou crianças pequenas caso adoecessem com tétano, cujo primeiro sintoma apresentado é o trismo (travamento das mandíbulas). A circuncisão é realizada nos meninos (que são proibidos de fazer qualquer ruído durante a cerimônia) e a clitoridectomia (remoção do clitóris) nas mulheres durante a puberdade. As mulheres mais velhas operam as garotas. O governo queniano e ONG's estão tentando acabar com a clitoridectomia. Os homens e as mulheres têm suas orelhas furadas e alargadas com o uso de discos, e assim os Masai são facilmente reconhecidos caso estejam trajando roupas diferentes das suas roupas tribais, por exemplo, trabalhando em um hotel, porque suas orelhas são bastante peculiares.

Boma


Os Masai vivem em pequenas cabanas feitas de esterco de vaca e estacas de acácia. Um grupo de cabanas é construído dentro de uma área fechada por cercas espinhosas, formando uma aldeia que é chamada de “Enkang”. Eles permanecem nesta terra enquanto seu gado pasta; quando as pastagens secam, eles se mudam. Entretanto uma grande população dos Masai se estabeleceu nos distritos de Narok, Trans Mara e Kajiado, no Quênia. As mulheres constroem suas casas enquanto que os homens cuidam da segurança do assentamento (Boma) e do gado.

Fonte: Wikipédia