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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Angkor Wat, no Camboja, é o maior monumento religioso do mundo

Desde 1973, eu sonhava em conhecer os templos de Angkor Wat, no Camboja. Mas a situação política na ocasião já estava complicada, depois de um golpe de estado contra o rei Sihanouk em 1970. Mesmo estando tão pertinho, na vizinha Tailândia, não achei que seria seguro entrar no país. Dois anos depois, o ditador Pol Pot instalou um regime truculento com o apoio dos guerrilheiros comunistas Khmer Rouge. De 1975 a 1979, a nação viveu um período de opressão sem igual, quando 1,5 milhões de cambojanos foram executados ou morreram de fome. Os guerrilheiros Khmer Rouge sustentaram uma guerrilha até 1993, quando a ONU conseguiu promover as primeiras eleições (mais ou menos) livres.
 
As torres de Angkor Wat, “Templo da Cidade Capital” ou “Cidade dos Templos”, elevam-se no meio da floresta tropical.
 
Esse breve histórico é necessário para compreender que o país ficou inacessível aos estrangeiros durante quase um quarto de século. As pedras de Angkor Wat, tomadas pela vegetação, não eram prioridade para um governo que precisava se reestruturar depois de décadas de carnificina.

Aproveitando a redemocratização do país, a Unesco, ao qualificar o conjunto de templos como Patrimônio Mundial em 1992, abriu as portas para novas fontes de doações que pudessem cobrir os gastos necessários com as restaurações. Cooperações bilaterais imediatamente foram criadas e instituições alemãs, francesas e japonesas começaram a trabalhar com o governo cambojano para recuperar as ruínas.

Em duas décadas, Angkor Wat passou de um lugar misterioso tomado pela floresta a uma das atrações turísticas mais importante da Ásia,
tão admirável como o Taj Mahal na Índia ou a Grande Muralha na China. Hoje, quase dois milhões de visitantes chegam ao vilarejo de Siem Reap para descobrir as estruturas elegantes de um complexo de centenas de templos e pagodas que se espalham por uma área de 150 quilômetros quadrados.
 
 
O sol aparece atrás das cinco torres do templo hinduísta construído pelo rei khmer Suryavarman II.
 
Angkor Wat é o principal templo do complexo. Rodeado por uma muralha de 3,6 km de extensão, Angkor é considerado o maior monumento religioso do mundo. Pesquisadores concluíram que existem mais pedras aqui – e mais elaboradas – do que nas Grandes Pirâmides do Egito.

Edificado na primeira parte do século 12 como um santuário hinduísta dedicado a Vishnu, Angkor transformou-se no século seguinte em um templo budista e continua até hoje a ser um local de veneração. Pequenos rituais ainda acontecem em recantos menos visitados e não há monge budista que não venha conhecer o local. Eles estão por toda a parte e não passam desapercebidos com suas vestes laranjas.

 
Um monge com suas vestes típicas passa por uma estátua hinduísta em um dos corredores do templo.
 

Três monges budistas pedem que eu os fotografe com a câmera do celular pertencente a um deles; aproveito para retratá-los com as torres de Angkor ao fundo.

 
Em um dos pátios interiores de Angkor, outro monge admira, boquiaberto, a elegância da construção lítica.
 
 
 Dois monges sentados oram em frente a uma estátua de um Buda, assentada depois da fundação do santuário.
Angkor representa o coração e a alma do Camboja: é o principal símbolo do país.
O desenho do templo está no centro da bandeira nacional azul e vermelha. O perfil do conjunto com suas torres estava presente até mesmo na bandeira vermelha revolucionária adotada durante os regimes comunistas de 1975 a 1989.
O orgulho que os cambojanos sentem pela majestosa construção tem fundamento. Na época de sua construção, antes de 1150, a Europa vivia um período medieval obscuro e nenhum castelo ou templo no Ocidente chegava aos pés do que era Angkor.
Os detalhes da decoração impressionam até hoje os visitantes. Uma das singularidades é a presença de mais de 3 mil esculturas nas paredes mostrando as apsaras. Cada uma destas ninfas celestiais possui um desenho particular, mas todas apresentam traços em comum: pulseiras, braceletes e colares requintados, uma cintura bem desenhada e seios redondos e perfeitos. Pesquisadores identificaram 37 penteados diferentes.
 
 
Cinco apsaras esculpidas em uma das paredes internas de Angkor. Os seios ficaram mais escuros pois a gordura das mãos de milhares de pessoas foi absorvida pela pedra.
 
 
 Duas apsaras em uma parede exterior do templo. Todas as janelas eram ornadas com pilares finamente trabalhados.
 
 
Um longo baixo-relevo na entrada de Angkor ilustra as batalhas épicas do hinduísmo.
Angkor Wat pode ser a principal construção do complexo, mas existem centenas de templos que merecem ser visitados nas redondezas. Na próxima semana, conheceremos outras ruínas fascinantes, algumas delas tomadas pela floresta tropical.
 

 
 
 

Um comentário:

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