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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

No centro de Angkor Thom, Bayon revela 216 faces do Buda

Todo o complexo de construções da cultura Khmer é chamado de Angkor Wat. Mas o gigantesco monumento é apenas o coração do empreendimento arquitetural. Espalhados ao norte do imenso templo existem centenas de edificações que deixam qualquer visitante pasmado com aquela sensação de “como eu nunca havia vindo aqui antes?”, mostrando quão pouco sabemos sobre culturas do outro lado do planeta.
Se Angkor Wat é O Templo, Angkor Thom é A Cidade. O significado de seu nome é claro: não apenas uma cidade, mas a Grande Cidade. Foi a última e a mais duradoura capital do império Khmer, estabelecida pelo rei Jayavarman VII no final do século 12 (ou seja, meio século mais tarde que Angkor Wat). Seu traçado é inconfundível: um quadrado direcionado aos quatro pontos cardeais, cujos lados medem três quilômetros de extensão.

Dentro do recinto de nove quilômetros quadrados, protegido por muralhas de oito metros de altura, existiam prédios oficiais, mas também canais de irrigação, plantações de arroz e moradias que sustentavam cerca de 100 mil pessoas.
Para ingressar em Angkor Thom era necessário – e ainda é – passar por um dos quatro portões de entrada, dominados por uma torre de 23 metros ornada por quatro máscaras esculpidas na pedra. Os quatro caminhos convergem a um mesmo lugar, Bayon.

Uma das quatro entradas do templo Bayon, no centro de Angkor Thom.
 
O imponente templo Bayon, ao contrário de Angkor Wat que nasceu para celebrar a fé hinduísta, foi erguido como um santuário budista. As linhas clássicas foram substituídas aqui por uma arquitetura que, no Ocidente, seria chamada de barroca. A característica mais óbvia são as 216 máscaras gigantescas - bem parecidas às 16 dos quatro portões de entrada – que ornam o templo, incluindo suas 49 torres (hoje apenas existem 36 delas).
Pesquisadores observaram uma grande semelhança entre todos os mascarões, assim como a afinidade com a própria figura do monarca. Uma das explicações é que as faces teriam sido esculpidas para homenagear o rei Jayavarman VII como se fosse uma divindade. Outra considera que as imagens são a do Buda da Compaixão, Avalokitesvara.

 
Uma das máscaras budistas do templo Bayon ao amanhecer.
 
 
Bayon está rodeado pelo verde da floresta tropical do sudeste asiático.
 
As esculturas são semelhantes, mas não idênticas. Este imagem do Buda foi desenhada com um sorriso um pouco mais acentuado.
 
Já esta outra máscara de Bayon teria sido esculpida para salientar um estado meditativo de felicidade.
 
Embora não seja um lugar oficial de peregrinação, Bayon continua recebendo fiéis budistas. Embaixo de sua torre central, um pequeno santuário reverencia uma imagem de Buda e recebe oferendas de cambojanos e de visitantes estrangeiros. Outra figura sempre presente, contrastando com as pedras cinzas do templo de oito séculos de idade, é a do monge com suas vestes alaranjadas.
 
Um cambojano senta-se ao pé do santuário, acende alguns bastões de incenso e faz uma oração.
 
Um jovem noviço olha com espanto para as grandes máscaras de Buda que adornam Bayon.
 
 
 
 
 

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