"REPARTIR COM OS DEMAIS POVOS O QUE TEMOS RECEBIDO COM FARTURA É O QUE DEUS ESPERA DE CADA UM, ESPECIALMENTE SE CONSIDERARMOS QUE ELE NOS ABENÇOA PARA QUE OUTROS TAMBÉM SEJAM ABENÇOADOS POR MEIO DAS BÊNÇÃOS QUE TEMOS ALCANÇADOS."

quinta-feira, 14 de março de 2013

RIO GANGES - O RIO MAIS POLUÍDO DO MUNDO

O Rio mais poluído do mundo sem dúvida é o Ganges na Índia, não por resíduos industriais, mas por conta de um ritual religioso que faz do local um imenso cemitério líquido dos desvalidos e pobres. Quem tem dinheiro e pertence as castas superiores pode ser cremado as margens do grande rio e tem suas cinzas jogadas em suas águas, porém quem não dispões de recursos é nele atirado de qualquer forma, geralmente preso a pedras que os levam para o fundo do rio isto sob a promessa de ter seus pecados purificados, com este procedimento a proliferação de corpos no local é imenso e não é difícil encontrar cadáveres em vários estágios de decomposição em toda a sua extensão. Vacas mortas, assim como seres humanos estão ali aos milhares, isto não impede que os indus se banhem nas águas do Ganges e impedir a reencarnação, considerada por lá uma maldição, alem disso bebendo a água ou tomando banho os pobres mortais podem vir numa outra encarnação pertencendo à outra casta social. Tudo o que fazem é justificado por sua cultura milenar que ensinam tais práticas como boas, tudo isto, porém tem cobrado um preço alto, principalmente de crianças que morrem infectadas com o teor da água contaminada. O Rio Ganges é assim morte para nós ocidentais vida para os que vivem ao seu redor.  Haroldo Ribeiro

CREMATÓRIOS E CASA DA MORTE - VARANASI. INDIA



Existe uma lenda envolvendo esses deuses principais do hinduísmo, que conta que Bhrama, o criador, recebeu, originalmente, cinco cabeças. Quando ele começou a mostrar sua arrogância, Shiva como o supremo criador do Universo, assumiu a forma de Bhairava, o terrível, e cortou uma das cinco cabeças de Bhrama com sua unha. A cabeça cortada caiu na mão esquerda de Bhairava. Como forma de pagar pelo pecado cometido, Shiva teve que atender ao juramento de Kapaalika de andar pelo mundo como um errante, carregando a caveira como recipiente para donativos. Foi quando, chegando em Varanasi nas bancadas do rio Ganges, a caveira escorregou das mãos de Shiva e assim, conferiu à tal cidade um caráter místico e religioso que a transformou no ponto máximo de peregrinação para os hindus, possuindo mais de mil locais para se rezar, incluindo templos para hinduístas. Os hindus acreditam que, morrendo nesta cidade, se obtém a salvação instantânea, ou seja, aquele espírito estará livre do ciclo eterno entre a vida e a morte. Por causa desta crença, a cidade possui muitos abrigos para doentes e desamparados que esperam pela morte. Varanasi está localizada na margem oeste do Rio Ganges, a meio caminho entre Nova Delhi e Calcutá, e também fica entre os rios Varana e Asi, origem de seu nome. Por causa dos diversos dialetos falados na índia, Varanasi também é conhecida por Banarasi, Banaras ou Benares. A cidade também é chamada de Kashi ou a cidade da luz espiritual.

Às margens do Ganges, o rio mais sagrado da índia, estão os chamados ghats, locais mais procurados pelos fanáticos. Enormes quantidades de peregrinos participam de um ritual que envolve oferendas (conhecidas como puja) para o sol nascente. Esse ritual é observado diariamente pela multidão de turistas que vão para tirarem fotografias deste espetáculo tão curioso.

Existem mais de 100 ghats em Varanasi. Seguem algumas características dos mais famosos: Dasaswamedh Ghat - este é conhecido como o ghat dos 10 cavalos sacrificados, pois dizem que os sacrifícios foram feitos pelo deus Brahma para preparar o caminho para o retorno de Shiva depois de seu período de castigo.

A beleza deste ghat e sua vista para a dianteira do rio permaneceram intactas, apesar de vários anos de mau trato. Asi Ghat - é o ghat localizado mais ao sul da cidade sagrada na confluência dos rios Ganges e Asi. Os peregrinos consideram o banho neste ghat mais sagrado do que a adoração ao deus Asisangameshwar, que possui um pequeno templo de mármore perto do ghat.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O MAIOR FESTIVAL RELIGIOSO DA TERRA

Centenas de milhares de peregrinos conduzidos por sacerdotes nus e cobertos de cinzas se banharão nesta segunda-feira no rio Ganges, no maior festival  do mundo, realizado a cada doze anos em Allahabad, onde são esperados 100 milhões de hindus.

O Kumbh Mela começa nesta segunda-feira e ocorre pelos próximos 55 dias. Ao amanhecer, em um momento escolhido pelos astrólogos, centenas de gurus, alguns empunhando espadas e tridentes, entrarão nas águas geladas do rio sagrado para marcar o início dos festejos.

"Nosso desejo mais fervoroso é que exista paz e que as pessoas cuidem umas das outras", declarou à AFP Naga Sadhu, um destes sadhus (homens bons), que renunciam à sociedade para percorrer as estradas depois de prestar homenagem a Shiva.
 
Para os peregrinos, o Kumbh Mela é a ocasião para rezar e relaxar, na companhia da família e de amigos, em um ambiente festivo.
 
"Você tem a impressão de estar unido a algo que está acima de nós", acrescentou Mayank Pandey, professor de informática de 35 anos.
 
O Kumbh Mela ocorre a cada doze anos em Allahabad, Uttar Pradesh (norte). Versões menores ocorrem a cada três anos em outras cidades indianas.

 
 
 

KOROWAI, O POVO QUE MORA NA COPA DAS ÁRVORES

 

Tribo da Papua, na Indonésia, não vive no chão: eles constroem casas em árvores de mais de 30 metros e passam a vida inteira lá em cima

             

Editora Globo
Tá vendo aquele pontinho bege lá em cima da árvore? Então, essa é a casa deles.
 

Se você sofre de vertigem, agradeça por não ser um Korowai. Casa na árvore é coisa de gente grande pra eles – e pode ser a diferença entre uma vida tranquila e uma morte certeira. Morar na copa das árvores, além de exigir muita coragem, é pra eles uma questão de sobrevivência, tradição e status.

Os Korowai são naturais da Papua, província da Indonésia que representa a parte ocidental da Nova Guiné. O primeiro contato com “humanos de calça” foi só em 1974, fato que explica o estilo de vida simples e as técnicas rudimentares – ainda que extremamente complexas – empregadas por ele na hora de construir a morada. A coisa toda funciona assim: uma família precisa de uma casa e os vizinhos vão lá ajudar. Eles escolhem uma árvore que pareça boa e podam sua copa – é lá que a casa vai ficar. Cortam os galhos mais sobressalentes para que ela não fique muito suscetível às ventanias e fazem o chão com galhos também. Teto e paredes são feitos de ráfia, nome da fibra de um dos tipos de palmeiras.

As casas costumam ficar a 10 metros de altura, mas algumas, como a do vídeo abaixo, ficam a 35 metros do chão. São quatro os principais motivos para essa política de habitação pouco usual: por se tratar de uma floresta tropical, as inundações são constantes e a elevação se torna obrigatória. A vários metros do chão, os mosquitos incomodam menos. Tradicionalmente, não estar no lugar que os inimigos esperavam era uma ótima estratégia de defesa e ataque. Juntando tudo isso, quanto mais alta a casa, mais status a família tem.
Editora Globo
Meninos escalam a longa escada para conhecer a nova casa.
 

As casas abrigam até 12 pessoas e duram 5 anos. Um detalhe curioso é a organização para subir nas casas. Lá, a ordem é inversa: damas depois dos homens. Mas não se trata de uma regra machista, pelo contrário – a medida é tomada para que nenhum homem possa observar as vergonhas das mulheres enquanto elas sobem.

Confira essa reportagem da BBC,  que traz belíssimas imagens do processo coletivo de construção das casas.


 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Angkor Wat, no Camboja, é o maior monumento religioso do mundo

Desde 1973, eu sonhava em conhecer os templos de Angkor Wat, no Camboja. Mas a situação política na ocasião já estava complicada, depois de um golpe de estado contra o rei Sihanouk em 1970. Mesmo estando tão pertinho, na vizinha Tailândia, não achei que seria seguro entrar no país. Dois anos depois, o ditador Pol Pot instalou um regime truculento com o apoio dos guerrilheiros comunistas Khmer Rouge. De 1975 a 1979, a nação viveu um período de opressão sem igual, quando 1,5 milhões de cambojanos foram executados ou morreram de fome. Os guerrilheiros Khmer Rouge sustentaram uma guerrilha até 1993, quando a ONU conseguiu promover as primeiras eleições (mais ou menos) livres.
 
As torres de Angkor Wat, “Templo da Cidade Capital” ou “Cidade dos Templos”, elevam-se no meio da floresta tropical.
 
Esse breve histórico é necessário para compreender que o país ficou inacessível aos estrangeiros durante quase um quarto de século. As pedras de Angkor Wat, tomadas pela vegetação, não eram prioridade para um governo que precisava se reestruturar depois de décadas de carnificina.

Aproveitando a redemocratização do país, a Unesco, ao qualificar o conjunto de templos como Patrimônio Mundial em 1992, abriu as portas para novas fontes de doações que pudessem cobrir os gastos necessários com as restaurações. Cooperações bilaterais imediatamente foram criadas e instituições alemãs, francesas e japonesas começaram a trabalhar com o governo cambojano para recuperar as ruínas.

Em duas décadas, Angkor Wat passou de um lugar misterioso tomado pela floresta a uma das atrações turísticas mais importante da Ásia,
tão admirável como o Taj Mahal na Índia ou a Grande Muralha na China. Hoje, quase dois milhões de visitantes chegam ao vilarejo de Siem Reap para descobrir as estruturas elegantes de um complexo de centenas de templos e pagodas que se espalham por uma área de 150 quilômetros quadrados.
 
 
O sol aparece atrás das cinco torres do templo hinduísta construído pelo rei khmer Suryavarman II.
 
Angkor Wat é o principal templo do complexo. Rodeado por uma muralha de 3,6 km de extensão, Angkor é considerado o maior monumento religioso do mundo. Pesquisadores concluíram que existem mais pedras aqui – e mais elaboradas – do que nas Grandes Pirâmides do Egito.

Edificado na primeira parte do século 12 como um santuário hinduísta dedicado a Vishnu, Angkor transformou-se no século seguinte em um templo budista e continua até hoje a ser um local de veneração. Pequenos rituais ainda acontecem em recantos menos visitados e não há monge budista que não venha conhecer o local. Eles estão por toda a parte e não passam desapercebidos com suas vestes laranjas.

 
Um monge com suas vestes típicas passa por uma estátua hinduísta em um dos corredores do templo.
 

Três monges budistas pedem que eu os fotografe com a câmera do celular pertencente a um deles; aproveito para retratá-los com as torres de Angkor ao fundo.

 
Em um dos pátios interiores de Angkor, outro monge admira, boquiaberto, a elegância da construção lítica.
 
 
 Dois monges sentados oram em frente a uma estátua de um Buda, assentada depois da fundação do santuário.
Angkor representa o coração e a alma do Camboja: é o principal símbolo do país.
O desenho do templo está no centro da bandeira nacional azul e vermelha. O perfil do conjunto com suas torres estava presente até mesmo na bandeira vermelha revolucionária adotada durante os regimes comunistas de 1975 a 1989.
O orgulho que os cambojanos sentem pela majestosa construção tem fundamento. Na época de sua construção, antes de 1150, a Europa vivia um período medieval obscuro e nenhum castelo ou templo no Ocidente chegava aos pés do que era Angkor.
Os detalhes da decoração impressionam até hoje os visitantes. Uma das singularidades é a presença de mais de 3 mil esculturas nas paredes mostrando as apsaras. Cada uma destas ninfas celestiais possui um desenho particular, mas todas apresentam traços em comum: pulseiras, braceletes e colares requintados, uma cintura bem desenhada e seios redondos e perfeitos. Pesquisadores identificaram 37 penteados diferentes.
 
 
Cinco apsaras esculpidas em uma das paredes internas de Angkor. Os seios ficaram mais escuros pois a gordura das mãos de milhares de pessoas foi absorvida pela pedra.
 
 
 Duas apsaras em uma parede exterior do templo. Todas as janelas eram ornadas com pilares finamente trabalhados.
 
 
Um longo baixo-relevo na entrada de Angkor ilustra as batalhas épicas do hinduísmo.
Angkor Wat pode ser a principal construção do complexo, mas existem centenas de templos que merecem ser visitados nas redondezas. Na próxima semana, conheceremos outras ruínas fascinantes, algumas delas tomadas pela floresta tropical.
 

 
 
 

No centro de Angkor Thom, Bayon revela 216 faces do Buda

Todo o complexo de construções da cultura Khmer é chamado de Angkor Wat. Mas o gigantesco monumento é apenas o coração do empreendimento arquitetural. Espalhados ao norte do imenso templo existem centenas de edificações que deixam qualquer visitante pasmado com aquela sensação de “como eu nunca havia vindo aqui antes?”, mostrando quão pouco sabemos sobre culturas do outro lado do planeta.
Se Angkor Wat é O Templo, Angkor Thom é A Cidade. O significado de seu nome é claro: não apenas uma cidade, mas a Grande Cidade. Foi a última e a mais duradoura capital do império Khmer, estabelecida pelo rei Jayavarman VII no final do século 12 (ou seja, meio século mais tarde que Angkor Wat). Seu traçado é inconfundível: um quadrado direcionado aos quatro pontos cardeais, cujos lados medem três quilômetros de extensão.

Dentro do recinto de nove quilômetros quadrados, protegido por muralhas de oito metros de altura, existiam prédios oficiais, mas também canais de irrigação, plantações de arroz e moradias que sustentavam cerca de 100 mil pessoas.
Para ingressar em Angkor Thom era necessário – e ainda é – passar por um dos quatro portões de entrada, dominados por uma torre de 23 metros ornada por quatro máscaras esculpidas na pedra. Os quatro caminhos convergem a um mesmo lugar, Bayon.

Uma das quatro entradas do templo Bayon, no centro de Angkor Thom.
 
O imponente templo Bayon, ao contrário de Angkor Wat que nasceu para celebrar a fé hinduísta, foi erguido como um santuário budista. As linhas clássicas foram substituídas aqui por uma arquitetura que, no Ocidente, seria chamada de barroca. A característica mais óbvia são as 216 máscaras gigantescas - bem parecidas às 16 dos quatro portões de entrada – que ornam o templo, incluindo suas 49 torres (hoje apenas existem 36 delas).
Pesquisadores observaram uma grande semelhança entre todos os mascarões, assim como a afinidade com a própria figura do monarca. Uma das explicações é que as faces teriam sido esculpidas para homenagear o rei Jayavarman VII como se fosse uma divindade. Outra considera que as imagens são a do Buda da Compaixão, Avalokitesvara.

 
Uma das máscaras budistas do templo Bayon ao amanhecer.
 
 
Bayon está rodeado pelo verde da floresta tropical do sudeste asiático.
 
As esculturas são semelhantes, mas não idênticas. Este imagem do Buda foi desenhada com um sorriso um pouco mais acentuado.
 
Já esta outra máscara de Bayon teria sido esculpida para salientar um estado meditativo de felicidade.
 
Embora não seja um lugar oficial de peregrinação, Bayon continua recebendo fiéis budistas. Embaixo de sua torre central, um pequeno santuário reverencia uma imagem de Buda e recebe oferendas de cambojanos e de visitantes estrangeiros. Outra figura sempre presente, contrastando com as pedras cinzas do templo de oito séculos de idade, é a do monge com suas vestes alaranjadas.
 
Um cambojano senta-se ao pé do santuário, acende alguns bastões de incenso e faz uma oração.
 
Um jovem noviço olha com espanto para as grandes máscaras de Buda que adornam Bayon.
 
 
 
 
 

domingo, 30 de dezembro de 2012

PORQUE A ÍNDIA TRATA TÃO MAL SUAS MULHERES?

Esta eh a foto real da menina que foi estuprada e torturada com um cano de ferro.
Estrupro e morte de estudante traz à tona a difícil realidade do país, considerado o pior para se nascer mulher em todo o mundo.
 
Muitos a chamaram de "coração valente" ou "filha da Índia". Mais do que motivar uma onda de orações e protestos em todo o país, a estudante de 23 anos morta no sábado após ser estuprada por seis homens em um ônibus em Nova Déli fez o país se perguntar: "Por que a Índia trata tão mal as suas mulheres?".
No país, não são raros os casos de aborto de fetos femininos, assim como os de assassinato de meninas recém-nascidas. A prática levou a um assombroso desequilíbrio númerico entre gêneros no país.
As que sobrevivem enfrentam discriminação, preconceito, violência e negligência ao longo da vida, sejam solteiras ou casadas.
Cerca de 24 mil mulheres foram estupradas na Ìndia só em 2011 (Foto: Reuters)Cerca de 24 mil mulheres foram estupradas na Ìndia só em 2011 (Foto: Reuters)
TrustLaw, uma organização vinculada à fundação Thomson Reuters, qualificou a Índia como o pior lugar para se nascer mulher em todo o mundo.
E isso se dá em um país no qual a líder do partido do governo, a presidente da Câmara de Deputados, três importantes ministras e muitos ícones dos esportes e dos negócios são mulheres.
Crimes em alta
Apesar do papel mais importante desempenhado pelas mulheres no país, crimes de gênero estão em alta na Índia. Em 2011 foram registrados 24 mil casos de estrupo - 17% só na capital, Nova Déli. O número é 9,2% maior do que no ano anterior.
Segundo os registros policiais, em 94% dos casos os agressores conheciam as vítimas. Um terço desses eram vizinhos. Parte considerável era de familiares.
E não se tratam apenas de estupros. Segundo a policía, o número de sequestros de mulheres aumentou 19,4% em 2011 (em relação ao ano anterior). O aumento dos casos assassinato foi de 2,7%, nos de torturas, 5,4%, nos de assédio sexual, 5,8%, e nos de violência física, 122%.
Discriminação mortal
Segundo Amartya Sen, prêmio Nobel de Economia de 1998, mais de 100 milhões de mulheres desapareceram ou foram mortas em todo o mundo vítimas da discriminação.
De acordo com os cálculos dos economistas Siwan Anderson e Debraj Ray, mais de dois milhões de indianas morrem a cada ano: cerca de 12% ao nascer, 25% na infancia, 18% em idade reprodutiva e 45% já adultas.
O estudo mostrou que mais mulheres morrem na Índia por ferimentos do que por complicações no parto. E esses ferimentos seriam um indicador da violência de gênero.
Outro dado estarrecedor é o de 100 mil mulheres mortas por queimaduras. Segundo os dois economistas, boa parte delas são vítimas de violência relacionada ao pagamento de dotes matrimoniais. Não raro, os agressores queimam as mulheres.
Sociedade patriarcal
Para os analistas, é preciso uma mudança estrutural nas atitudes da sociedade para que as mulheres sejam mais aceitas e tenham mais segurança na Índia.
O preconceito de gênero é reflexo de uma sociedade de tradição patriarcal, ainda mais forte no norte do país.
Para os manifestantes que saíram às ruas após o estupro da jovem estudante de medicina, os políticos, inclusive o primeiro-ministro Manmohan Singh, não são sinceros quando prometem leis mais duras contra a violência de gênero.
Eles ainda questionam o fato de que 27 candidatos nas últimas eleições regionais eram acusados de estupro. Além disso, seis deputados respondem pelas mesmas acusações. Como crer, então, na classe política?
Ainda é cedo para saber se o governo realmente concretizará suas promessas de leis mais duras e julgamentos mais ágeis em casos de estrupo. Os protestos em Nova Déli, no entanto, parecem trazer alguma esperança de que algo poderá mudar, para o bem das mulheres indianas.
 
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

CONHEÇA A CAPITAL BRASILEIRA - BRASILIA

Brasília começou a ser planejada e desenvolvida em 1956.
Foram desenhados diversos “planos-pilotos” antes da aprovação do projeto do urbanista Lúcio Costa. No formato de avião, o Plano Piloto de Costa levava em conta o relevo da região e o contorno do Lago Paranoá.
Com mais de 2,5 milhões de habitantes, Brasília é a quarta cidade mais populosa do Brasil.
Brasília é uma das unidades do Distrito Federal que, vale lembrar, é dividido em regiões administrativas (o que equivalente a municípios). As mais conhecidas regiões administrativas são: Gama, Planaltina, Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho e Paranoá.
Você sabia que os moradores de Brasília não elegem prefeito? Lá, só existe voto para deputado, senador, governado e presidente. Se é assim, quem ocupa o lugar do prefeito? O governador do Distrito Federal. ]
Brasília abriga 124 embaixadas estrangeiras.
Os brasilienses também costumam ser chamados pelo apelido de candangos.
Em 1956, o governo de Juscelino Kubistchek criou uma empresa chamada Novacap com o objetivo de construir a nova capital do Brasil.
As celebrações de inauguração da cidade começaram com uma missa, seguida de discursos, baile e muita festa. Conta-se que Juscelino Kubistchek chorou durante a missa de inauguração.
A inauguração da nova capital foi saudada pelo então papa João XXIII através do rádio.
Em seus primeiros dias, Brasília atraiu dezenas de turistas que, vindos de ônibus de várias partes do país, queriam conhecer a nova capital.
O lago Paranoá nasceu do represamento de um rio da região, chamado rio Paranoá.
Os projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer atraem milhares de turistas para a capital todos os anos.
Dados do ano 2.000 indicavam que mais da metade da população de Brasília era formada por imigrantes - ou seja, a maioria dos brasilienses não nasceu lá.
Entre as cidades-irmãs de Brasília estão Washington (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina), Lisboa (Portugal), Doha (Qatar), Roma (Itália), Lima (Peru), Santiago (Chile), Sidney (Austrália) e Berlim (Alemanha).
Brasília é a terceira cidade mais do Brasil.
O Plano-piloto de Brasília foi, ao lado de Olinda, Ouro Preto e Rio de Janeiro, oficializado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Brasília está localizada a 1.000 metros acima do nível do mar, numa região plana conhecida como Planalto Central.
Uma das sedes da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014 será o Estádio Nacional de Brasília (cujo nome correto é Estado Nacional de Brasília Mané Garrincha).
A primeira ligação telefônica de Brasília foi feita por Juscelino Kubistchek.
A Esplanada dos Ministérios é formada por 17 edifícios.
A Praças dos Três Poderes é assim chamada por ser sede do Poder Judiciário (Supremo Tribunal Federal), Executivo (Palácio do Planalto) e Legislativo (Congresso Nacional).
A Catedral de Brasília, principal templo católico da capital chama-se, na verdade, Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.